Transcrição
Transcrição EP. #303
(transcrição gerada automaticamente, pode haver falhas)
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Olá, RESUMISTA! Esse é o RESUMIDO, um podcast sobre cultura digital e o impacto da tecnologia em todos os aspectos das nossas vidas. Carnaval está chegando, hora de festa, significa que semana que vem não vai ter episódio. Então, ouve o dessa semana, se você perdoa a semana passada, aproveita para repor e na outra semana depois do carnaval a gente se encontra aqui de novo. Mas vamos nessa que tem muita coisa nesse episódio de hoje.
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Vamos de cultura digital e como nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade.
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Nesse final de semana, enquanto eu estava praticando a minha corrida, uma bicicleta elétrica vindo na contramão acabou me acertando. Eu reclamei, claro, e a reação do Fera foi não está me vendo, não? Essa anedota, que está longe de ser uma das coisas mais importantes ou preocupantes no Rio de Janeiro hoje em dia, serve para ilustrar bem o que acontece quando a tecnologia entra no nosso dia a dia sem muita regulamentação, sem muita instrução.
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E essa introdução desenfreada da bicicleta elétrica é um bom exemplo porque mostra como uma tecnologia surge, se espalha rapidamente pela cidade sem um plano estruturado, sem curso, sem instrução, sem uma regulação clara, simplesmente jogada na cidade para as pessoas usarem como quiserem, não dá muito certo. E isso não se repete só nas bicicletas, isso é verdade para todo tipo de tecnologia.
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As bicicletas elétricas hoje em dia circulam sem nenhum critério. Anda na calçada, anda na contramão, na velocidade que quiser, em espaços compartilhados como ciclovia. Raramente essas bicicletas tomam cuidado com o pedestre ou com os corredores. E o paradoxo que acontece é que, por exemplo, você vai num espaço de corrida e tem esses problemas de divisão de espaço.
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No momento seguinte, uma pessoa que estava correndo e agora está na bicicleta elétrica voltando para casa começa a se comportar da mesma maneira que os outros pilotos de bicicleta elétrica e esquece que um minuto atrás era um pedestre ou um corredor. É uma cultura individualista que a gente tem nas cidades hoje em dia. Aqui no Rio de Janeiro, falta de educação e de civilidade é um problema bem grave.
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E não é diferente quando a gente fala de bicicleta elétrica. Aliás, eu nem gosto de usar esse termo bicicleta elétrica, porque para mim é muito mais um scooter elétrico do que uma bicicleta. Essa nomeação de bicicleta tem muito mais a ver com encontrar um espaço, uma norma para poder trafegar na ciclovia, até na calçada, embora seja inapropriado. E ao passo que tem, todos os benefícios de uma bicicleta e nenhuma das responsabilidades de uma motocicleta.
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São veículos eletroassistidos, alguns têm pedais, mas alguns nem pedal, mas têm. Você raramente vê alguém pedalando uma bicicleta elétrica. A maior parte do tempo as pessoas estão só acelerando e andando, o que denota um pouco essa situação.
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E nessa discussão da convivência com a tecnologia, essa semana viralizou um vídeo com o rapper Drake, que é uma filmagem de um drone, uma filmagem não autorizada, supostamente, de um drone que vai se aproximando de uma cobertura onde ele está e filma a tela do laptop dele que está na varanda. E no laptop, na tela, você vê que ele está jogando num site de apostas.
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E aí o Drake surge em cena vendo aquele drone voando na varanda, tá com chinelo tenta derrubar, o drone vai embora. Isso viralizou porque botou o nome da Casa de Apóstas na boca de todo mundo, mas tava bem claro que era uma armação. Você vê pelo tipo de filmagem, você vê também que dá pra… Um dos reflexos na varanda, vários usuários identificaram que dá pra ver a pessoa operando o drone, mas funcionou. Todo mundo falou desse vídeo e isso faz eu me perguntar…
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se a gente está preparado para a chegada dos drones na nossa vida. Hoje em dia a gente vê drone voando, fazendo foto aérea em alguns eventos, mas esse vídeo do Drake, de um drone entrando pela varanda da casa dele, filmando um momento particular, faz pensar como é que vai ser a chegada disso no nosso dia a dia. Fala-se muito de entregas por drone, entrega de alimento, entrega de compras, e eu não sei como é que isso vai acontecer quando a gente estiver abrindo a janela para receber uma pizza, porque…
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O que vai conter, o que vai impedir, se o caso das bicicletas elétricas for em alguma referência, o uso indevido desses drones? Você vai estar na sua casa, de repente alguém vai estar filmando na sua janela? E se a gente levar um passo além? O Brasil é um terreno fértil para a experimentação de tecnologia, de maneira que nenhum dos criadores imaginaram. Eu sempre brinco com isso. Qualquer startup do mundo devia lançar primeiro no Brasil para descobrir o que o brasileiro vai fazer.
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porque certamente vai dar uso para aquela tecnologia que nenhum criador pensou. No caso dos drones e com a violência urbana que a gente vive, não é difícil pensar os usos criminais do drone. Será que a gente vai ser assaltado na janela de casa? Será que vai ser normal blindar a janela de casa para evitar um ataque de drone? E eu fico pensando que a gente está vendo essas tecnologias chegarem e serem celebradas em muitos aspectos. Vai ser ótimo, vai ter entrega de drone, vai ter isso e aquilo outro.
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Mas ninguém sabe direito qual o limite disso, vai cair na mão de quem, como é que a gente tem garantia que isso não vai ser abusado, mal utilizado. Então hoje o que parece uma piada, um vídeo viral do Drake sendo invadido por um drone pode muito bem se tornar a sua realidade num futuro muito próximo. Já pensou um dronezinho na janela?
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E pensando em como a tecnologia muda o nosso dia a dia, eu li também uma coluna no New York Times muito boa falando sobre as cartas. A colunista comentava sobre a relação dela com vários amigos que não gostam de receber mensagem no WhatsApp, não gostam de mensagem por SMS. Então ela tem uma dificuldade de manter comunicação com essas pessoas hoje em dia porque ninguém mais liga para ninguém, né? O telefone não serve para telefonar. Hoje em dia, se alguém te liga, você pensa que aconteceu…
06:58
alguma coisa grave, porque ninguém telefona. Eu sou um que raramente já tem no telefonema. Então a colunista, relembrando essa época de comunicações mais pausadas, menos imediatas, menos fragmentadas, lembrou de como o e-mail era uma dessas formas. Antigamente você abria sua caixa de e-mail, normalmente no final do dia, quando ainda tinha que conectar a internet, para receber uma série de mensagens, e algumas eram bem grandes. Eu mesmo, início dos anos 2000, ali até…
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Quase os anos 2010 mesmo, eu tinha o costume de, se eu estivesse viajando, uma coisa assim, enviar uma mensagem para todos os meus amigos contando da viagem, vários detalhes. Isso foi um hábito que foi se perdendo, né? Hoje em dia a gente manda uma notinha, diz que tá legal, posta uma foto no Instagram, ninguém mais vê as fotos da viagem de ninguém, ninguém nem conta a viagem, porque assume-se que você já sabe, que você viu no Instagram, porque você viu três fotos e uma legenda. Isso é muito diferente de uma troca, de uma conversa.
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E isso foi modificando a forma que a gente se comunica. Hoje é muito difícil você contar uma história tão longa, tão detalhada para alguém. Foi uma chegada da tecnologia que foi mudando a nossa forma de se comunicar. Primeiro com os e-mails, depois com essas mensagens instantâneas fragmentadas, até o ponto que hoje em dia você manda um meme, e já bastou. Postou uma foto, já tá bom demais, já sabe o que eu fiz. E para tentar melhorar…
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os danos que foram causados por esse tipo de comunicação tão fragmentada, existem algumas sugestões e uma delas é você evitar o telefone, evitar mandar mensagens rápidas, curtas, fragmentadas, e tentar praticar, falar com as pessoas, ligar pra contar uma história, ouvir uma história inteira, mandar uma mensagem mais longa, detalhada, um e-mail, uma carta. Ninguém vai no Correio botar uma carta, acho que isso é pedir demais, mas você pode escrever um e-mail, você pode escrever uma mensagem mais longa.
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Eu sou uma pessoa que adorava receber carta. Eu, quando fiz intercâmbio, um dos momentos mais legais era receber as cartas dos meus amigos. Eu tenho guardadas até hoje contando tudo o que estava acontecendo no Brasil. Aliás, eu adoraria ler as cartas que eu enviei para eles, eu acho que quase ninguém guardou, porque ali deve ter documentado esse período da minha vida, que foi tão rico, foi tão intenso, foi tão legal, assim, de passar uma privilégia enorme ter podido fazer isso. E ali tem relatos que eu mesmo não tenho.
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A gente perdeu esse hábito. E aí eu li também uma outra matéria que está dividindo o conteúdo da internet entre criadores e postadores. Em termo inglês eles usaram posters and creators, que é a diferença entre as duas categorias, entre você ser um criador de conteúdo que se preocupa com o início, com o meio, com o fim, com o roteiro, com a produção, mesmo que seja em texto, fazer um texto bem acabado, e os postadores, que é o que mais tem no Instagram, no TikTok.
09:45
Porque a gente que posta sem parar o dia inteiro, não importa a qualidade, nem do que está falando, nem da captação, o que importa é entrar no assunto, entrar na conversa, ganhar no volume e conseguir visibilidade a partir daí. É uma dificuldade enorme para mim, eu não consigo fazer isso. Eu deveria fazer isso no Instagram, no TikTok, falar tudo o que eu acho de tecnologia, o que apareceu no dia, comentar o que foi, mas além de dar um trabalho danado abrir câmera toda hora para fazer isso, eu não fico à vontade, não é meu hábito, não é como eu processo informação.
10:14
E eu achei legal essa divisão entre postadores e criadores, porque é isso que a gente vive hoje em dia, e isso começa a afetar a indústria do entretenimento, a indústria do audiovisual, porque Hollywood já se vê disputando espaço com isso. A Netflix, a Max, o Amazon Prime disputa espaço, disputa atenção com isso, com vídeos no TikTok sem nenhuma profundidade, sem nenhum acabamento, porque no fim das contas a disputa é por atenção.
10:41
E a qualidade acaba sendo menos importante do que o momento de estar em cima do laço, de fazer rápido, de estar falando o que aconteceu naquele minuto. É muito difícil você produzir alguma coisa muito boa nessas condições, mas é o que a gente está vendo acontecer. E é o que é incentivado pelas plataformas. O TikTok, o Instagram premiam esse comportamento, premiam quem posta dessa maneira, quem publica dessa maneira. Ruim para quem produz e quem quer consumir conteúdo de maior qualidade, bom.
11:10
para quem quer fazer qualquer coisa na internet, principalmente quem quer aparecer. Por isso que é tão importante os passos como esse podcast aqui. É por isso que eu gosto de fazer esse podcast, me dá a oportunidade de refletir, falar das coisas com calma, dividir com as pessoas que vão consumir isso com calma, de ter conversas. Vai virando um mundinho à parte, vai virando uma grande comunidade de resumistas que eu prezo tanto, porque é uma forma de a gente se comunicar, de a gente se manter conectado.
11:36
entre nós, conectado não online, conectado quem está falando com quem está ouvindo e realmente prestando atenção. Essas trocas são cada vez mais valiosas. E de olho nessa atenção valorosa, o Netflix resolveu tomar uma atitude ousada. Eles anunciaram que agora vão investir em filmes bons. Parece piada, né? Aliás, eu falo aqui várias vezes, eu não assisto mais quase série nenhuma, não vou dar 10 horas da minha vida para assistir…
12:02
Alguma coisa que na maior parte das vezes vale o capítulo 1 e o 10, porque no meio é só injeção de linguiça. Eu prefiro ver um filme, embora tenha sim séries boas, eu sei, várias, e eu gosto de algumas, mas o Netflix está ficando cada vez mais caracterizado por um conteúdo rápido, um conteúdo que tem um formato muito mais parecido com o rede social do que com um conteúdo longo e bem trabalhado. Óbvio que é tudo muito bem feito, mas eu digo na lógica, né?
12:29
Tem programa de tudo quanto é assunto, de tudo quanto é jeito, pra tentar acertar alguém. Alguém vai assistir. Pro Netflix não importa se você tá vendo um programa bom ou um problema ruim. O que importa é você passar algumas horas olhando pra tela deles, que é assim que eles ganham dinheiro. Então, isso que o Netflix vai implementar agora é uma mudança de paradigma, é uma mudança de estratégia que tem a ver com a mudança no comando da divisão de filmes. A nova pessoa que entrou, a Dan Lin…
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desfez essa estratégia de tentar ganhar pelo volume e vai focar na qualidade, que é algo que funcionou ou vem funcionando muito bem para a Apple. A Apple TV tem conteúdo muito bom, tem programas muito bons, apesar de não lançar coisa toda hora. A Max, a antiga HBO, tem muita coisa boa, com muita qualidade. E eu venho falando só um tempo, né? Eu acho que vai ter uma saturação dessa quantidade de conteúdo, acho que gera muita ansiedade essa lista, salvando tudo que você acha que vai assistir algum dia e não vai.
13:25
e eu acho que esse caminho da qualidade é o melhor caminho, é o mais saudável. Vai gerar menos horas de tela para as operadoras, para os streams, mas também vai gerar menos horas de tela para os usuários, para a gente, telespectadores, que vamos ter mais qualidade de tempo de tela, de conteúdo. Óbvio que não precisa nenhum streaming fazer isso, isso pode ser uma decisão pessoal de cada um, mas não deixa de ser bem positivo.
13:51
ver essa mudança de postura numa plataforma do tamanho da Netflix. Tomara que dê certo. E será que vai dar? Eu não sei, porque outro anúncio feito pela Netflix é que vai começar a investir em podcasts. E quando fala investir em podcasts, você sabe do que eles estão falando. Mesacast, com gente falando algum assunto polêmico para gerar bastante engajamento. É uma forma barata de produzir conteúdo, quando você abre duas câmeras no estúdio, bota três pessoas numa sala para falar. Não dá nem para comparar.
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o custo disso com o custo de produzir uma série. São ordens de proporção, de magnitude completamente diferentes. Então, ao mesmo tempo que a Netflix está anunciando esse conteúdo bom, anunciou que vai fazer podcast também, que me pareceu um pouquinho contraditório. Mas é difícil brigar com os números, e certamente um dos dados que informaram essa decisão da Netflix foi o dado divulgado pelo YouTube, que em 2024 foram assistidas 400 milhões de horas.
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de podcasts no YouTube. Não é por acaso, se você estiver vendo eu falar isso aqui no YouTube ou no Instagram, no TikTok, eu estou agora começando a filmar a gravação dos episódios, principalmente agora que eu mudei o formato para fazer uma coisa mais parecida com uma conversa em que eu vou improvisando, de certa forma, comentando as notícias, mais trazendo a minha opinião de uma maneira mais solta, para poder botar nas nossas redes e ver onde o RESUMIDO chega, né? Depois, então, confere os vídeos nas redes sociais, tem a arroba RESUMIDO.podcast no Instagram.
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no TikTok, no Threads, tem também Bruno Natal no Blue Sky e tem a arroba urb, o RBA no Twitter. Você pode encontrar o RESUMIDO em todas essas redes. Ou então você pode entrar em contato comigo através do WhatsApp ou do Telegram. E por lá a gente consegue se falar também. Então segue, manda um alô e a gente fica conectado, tentando se comunicar de uma maneira mais aprofundada e menos fragmentada.
15:51
Agora é o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais.
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As pessoas, com o seu tempo extra, vão escolher interagir com o outro, porém, a consciência provavelmente não estará lá. Mas qualquer coisa utilitária, a AI, eventualmente, vai superar a capacidade humana. No meio dessa discussão sobre se as inteligências artificiais vão ou não substituir,
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Todos nós, nos nossos trabalhos, no nosso dia a dia, eu cruzei com dois vídeos, por acaso, um deles bem antigo e um mais recente, que tem tudo a ver com esse assunto. O primeiro foi do Steve Jobs, gravado em 1983, em que ele estava imaginando o futuro das máquinas, e uma coisa que ele falava, ele começava falando sobre os livros serem a forma mais direta de comunicação entre o autor e o consumidor final, porque…
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Você pega um livro e você lê exatamente o que o autor quis dizer ali. Não tem uma intermediação, não tem uma edição, você leu o que ele quis. Mas que ele sentia muita falta de conseguir ter uma troca. Então ele imaginava que no futuro seria possível você ter uma troca com aquele autor, ter uma troca com aquele contudo, poder fazer perguntas, poder interagir. E é praticamente que a gente está começando a ver com esses modelos de linguagem que a gente vê no chat GPT da vida.
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que você consegue conversar com o conteúdo, fazer perguntas. Tem uma plataforma de cripto, de informação de cripto que eu ganhei acesso esses dias, estou testando por um mês, em que o dono da plataforma, o Raul Poul, sintetizou a persona dele com os milhares de artigos, vídeos e tweets que ele fez ao longo da vida, ao longo dos últimos 20 anos.
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Sintetizou a voz dele, você pode conversar com ele, fazer perguntas, que você tiver dúvida. Óbvio que não dá pra confiar muito nas respostas, porque não tem contexto, você não sabe exatamente de onde está puxando aquela resposta. Mas é uma forma de interagir muito parecida com essa que o Steve Jobs estava vislumbrando lá em 1983. E aí, numa entrevista pra PBS, que é a Rede Pública de TV dos Estados Unidos, o Bill Gates estava lá falando sobre o Source Code, que é o livro novo dele, uma autobiografia focada na infância dele, a…
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até ele chegar na Microsoft, uma análise, um estudo sobre como ele virou, quem ele virou. Não li ainda, mas fiquei curioso para ler. Ele também fala desse assunto da consciência na inteligência artificial. E aí o entrevistador relembra uma fala dele de 1997, numa entrevista que ele fez com Bill Gates então, em que o Bill Gates falava, abre aspas, não acho que haja nada de único na inteligência humana.
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Todos os neurônios do cérebro que formam percepções e emoções operam de maneira binária. Um dia a gente vai poder replicar isso em uma máquina.” Fecha aspas. E aí o entrevistador faz uma provocação, Celenda pensa assim, depois de ter criado três filhos, olhado nos olhos de um ser humaninho ali, Celenda pensa que é algo assim, tão não especial a inteligência humana. E o Bill Gates então responde que ele continua acreditando que as inteligências artificiais podem superar as capacidades humanas.
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só que em tarefas utilitárias, para ler um diagnóstico médico, para resumir um texto, mas que não vai ser capaz de fazer isso do ponto de vista da essência humana, que o que torna as interações humanas tão especiais é essa essência. E o Bill Gates fala que ele não acredita que a consciência humana vai estar sintetizada pelas inteligências artificiais, e que emoções como gratidão, humildade, são sentimentos…
19:36
emoções intrínsecamente humanas, que por mais que a máquina possa replicar até o pensamento, possa escrever sobre isso, nunca vai poder experimentar isso. E isso é uma diferença enorme entre os humanos e as máquinas. Parece pouca coisa, mas não é. Eu falei no episódio passado. Uma das coisas que nos faz humano, que faz a gente querer viver a vida, são as interações humanas, não são interações com máquinas, e isso dificilmente vai mudar.
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Por exemplo, eu li uma matéria na Ars Técnica que falava sobre o uso de ar para desenvolver uma enzima capaz de digerir plástico. Plástico como pet, como saco plástico, seria um avanço enorme para lidar com a poluição no planeta. Esse é um uso muito prático de ar, muito direto, muito utilitário, e não tem emoção envolvida aí. Vai ser um humano emocionado, talvez, com conseguir diminuir a poluição, mas o uso é bem específico.
20:30
Por outro lado, a BBC falou de um outro uso feito por um cientista que usou a IA para tentar resolver um problema que vinha durando décadas, um problema científico, e que foi resolvido em questão de dois dias pela IA. O que ele diz que fez é que ele alimentou a IA com o problema, com todos os pensamentos que ele tinha, mas com nenhuma das soluções, e que não tinha nenhum paper dele, nenhum artigo, nada que indicasse a solução, que ainda assim a IA chegou à conclusão.
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que ele demorou anos para chegar e, inclusive, apresentou outras opções que ele ficou muito intrigado porque todas elas faziam muito sentido, coisas que ele mesmo não tinha pensado a respeito. Eu li esse artigo e fiquei pensando, bom, como é que ele tem tanta certeza que nenhum artigo dele foi usado no treinamento dessa inteligência artificial? Será que ela é tão mágica e tão rápida assim? Ainda tem muitas perguntas sobre o uso dessas ferramentas, né? A gente não sabe nem direito como elas funcionam, nem quem criou sabe.
21:28
Qual é o processo utilizado exatamente para chegar nas respostas? Então, pode ser que tivesse lá a resposta dele ou não, ou pode ser o caso de realmente ser algo surpreendente. Mas, de novo, é um uso bem utilitário. É um problema sendo resolvido sem emoção, sem consciência, simplesmente, objetivamente resolvendo. E na The Conversation, um professor de IA disse que ele não acredita que as inteligências artificiais vão substituir os humanos,
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Para ele, esse medo da IA super inteligente é algo criado pela indústria, que eles vem falando bastante sobre isso, e que existe um histórico de preocupação com isso desde o Alan Turing, desde o Turing Test, que é para poder saber, que é o teste usado para saber se uma máquina tem consciência, se ela é mais inteligente que o humano ou não, mas que essa incerteza toda em torno da singularidade, que é esse momento em que a inteligência artificial…
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ultrapassa as capacidades humanas, tem muito mais a ver com o temor do que com riscos reais, porque para ele a própria regulação, os próprios sistemas de segurança, é o que impedem essas inteligências artificiais de tomarem o poder dos humanos. Porque para ele, assim como foi com várias outras tecnologias, ao longo do tempo a inteligência artificial vai trazer riscos, mas que não são riscos novos.
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são riscos já conhecidos, que essa inteligência traz também humildade. A humildade, inclusive, de saber o quanto ainda a gente não sabe. Ele acredita que a gente vai estar domando essa tecnologia sempre. Como a gente criou, não tem como ultrapassar ou se sobrepor a nós. E quem pensa parecido é o investidor Marc Andreessen, da A16Z, um dos principais fundos de investimento de tecnologia do mundo investiu nas principais empresas. Você pensa uma empresa grande, eles investiram no início.
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E ele fez um artigo no Substaque, no newsletter dele, falando sobre esse medo da substituição do humano por Iá. E ele fala que esse medo recorrente do desemprego é algo intimamente ligado com tecnologia. Ele fala que esse mesmo pânico já aconteceu em outros momentos da história, aconteceu com o início da automação de processos, aconteceu com a internet em que os empregos iam acabar.
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E acabaram, alguns acabaram e outros surgiram e a gente se adapta. Essa visão dele, obviamente, ele é bem… tem um viés bem forte porque ele é um investidor de tecnologia. E as posições dele, política e sociais, não são exatamente do meu agrado. Mas ele fala algo parecido com o que esse professor falou, que é o seguinte, tem dois tipos de setores. Tem as áreas não reguladas, que se beneficiam da tecnologia, e os setores são protegidos por regulamentações.
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que acabam vendo os preços dispararem. Então ele entende que essa IA não pode gerar desemprego porque ela já está proibida na maior parte da economia, já está regulamentada. E se ela está regulamentada, o impacto vai ser bem limitado. Eu não entendi se ele está fazendo uma provocação que essas regulamentações vão impedir o desenvolvimento ou se ele está realmente reconhecendo que existem salvaguardas, existem mecanismos que protegem desse apocalipse tecnológico que tanta gente está vislumbrando.
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Eu particularmente não acredito nesse apocalipse, e até menos por algum desses motivos que eles listaram, o professor ou o Marc Andreessen, e mais porque eu acho que existe mesmo uma supervalorização das capacidades dessas IA que a gente ainda precisa do ser humano operando. Eu não acredito que, porque você tem acesso à ferramenta, você é capaz de usar ela da melhor maneira possível. Sempre vão existir os especialistas. Ninguém vai ser tudo ao mesmo tempo só porque tem uma ferramenta que facilita.
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Vai ter muita coisa que vai ser feita, automatizada, as pessoas vão conseguir fazer processos que antes eram completamente fechados para elas, mas isso não quer dizer que vai fazer tudo o que ela quer, só porque é possível. Tem uma diferença aí, né? A ferramenta está lá, mas não é por isso que você vai conseguir fazer tudo melhor do que um profissional, ou alguém que entende, ou alguém que é focado naquele tema, assunto, atividade, vai conseguir. Eu acho que sempre a gente vai ver um espaço para os especialistas, seja no que for.
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Tomara que seja assim. Inclusive o New York Times liberou o uso de IA para edição de artigo, para o desenvolvimento de ferramentas. Eles não liberaram para artigos serem escritos por IA ainda bem, mas eles têm uma ferramenta interna agora chamada Echo, que vai ser utilizada pelos jornalistas e por outros funcionários da empresa para otimizar processos. Já estão abraçando isso como parte da tecnologia disponível para gerar coisas.
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Um dos usos vai ser para narração de artigos. Você abre uma página, não está afim de ler, você clica play e vai ter uma voz lendo aquele artigo para você, como se fosse um podcast. Só que essa voz é sintetizada e vai ser avisada que ela é sintética. E nesse assunto todo da substituição de humanos por trabalho, um estudo da própria OpenAI, lembrando que o Seymal Toman é uma das pessoas que falam que a singularidade, que essa super inteligência vai chegar o quanto antes.
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A própria OpenAI no estudo diz que o seu sistema mais avançado, o que não está nem disponível para o público ainda, é incapaz de resolver a maior parte dos problemas de programação. Você deve se lembrar, já deve ter ouvido, que uma das coisas mais faladas é que não vai ter mais programação. A gente vai falar em inglês, em português normal, vai pedir alguma coisa para ser feita, vai ser programado, sem você ter que saber digitar uma linha de código, nem saber o que acontece ali, vai tudo acontecer automaticamente.
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De novo, eu particularmente não acredito que vai ser assim, porque acontecem defeitos. Quando acontecem defeitos, você tem que entender o processo. Se você não entende o processo, não vai conseguir consertar. Então, sempre vai ter o especialista, mesmo que tenha o menos. Mas, enfim, a OpenAI, a própria OpenAI, diz que o seu sistema não é capaz de resolver a maior parte dos problemas de desenvolvimento de código. Então, está longe desse dia ainda, né? E uma das ex-funcionárias da OpenAI…
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Aqui foi a CTO, a chefe de tecnologia da OpenAI, a Mira Murat. Saiu há um tempo por discordar dos caminhos da empresa, finalmente anunciou seu novo projeto. É uma empresa de inteligência artificial chamada Thinking Machine Lab. E o grande mote da empresa é ser uma empresa de código aberto. OpenAI tem Open no nome de aberto, era para ser uma empresa de código aberto, ou seja, disponível para as pessoas interarem no código, desenvolverem mais coisas em cima dele.
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Mas não foi assim que foi feito, a gente está acompanhando esse processo de OpenAI deixar de ser uma empresa sem fins lucrativos para virar uma empresa extremamente focada em lucros e por conta disso abandonou completamente o ideal open-source de código aberto e a Mira Muratti com a sua Thinking Machines Lab está retomando esse espírito, esse objetivo com a sua nova empresa.
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de gerar uma inteligência artificial colaborativa, porque isso vai ser melhor para a humanidade, vai ser mais aberto, mais justo, mais equilibrado e mais seguro. Ela não revelou muitos outros detalhes sobre o financiamento, sobre os planos imediatos, mas bom ver mais uma empresa surgindo no horizonte, porque eu acho que a competição nesse espaço vai ser muito importante, especialmente agora, em que está sendo estabelecido as normas, os formatos do que vai vir por aí. E pensando no futuro e no que vem por aí, o MIT lançou um curso de…
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ética na computação para explorar essas implicações éticas da inteligência artificial. Acho que é um ótimo momento para ter um curso desse, é bem importante, ainda mais vindo do MIT, é um curso interdisciplinar, vão ter vários casos práticos e principalmente incentivar o pensamento crítico sobre IA, discussões que vão além do medo da IA para pensar em quais são os reflexos, os impactos reais da chegada dessa tecnologia.
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Os estudantes estão ressaltando a importância desse curso para as suas decisões de futuro, no emprego, na tecnologia e também no sistema regulatório. Para amarrar essa história toda sobre futuro, IA e tudo mais, eu também li um tweet muito legal de um cara chamado Alessandro Palombo no Twitter, lógico. Eu não conhecia o trabalho dele, esse tweet apareceu para mim pelo Orgoritmo, e ele fala que nesse futuro dominado pela IA…
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que a produtividade é infinita, tudo automatizado, não precisa do humano mais pra nada, a experiência humana autêntica é o que vai ser mais desejado. Como disse o Bill Gates aí, comentando o início desse bloco. E pra ele, apesar dessa crise enorme que a Europa tá passando, de identidade, de economia, de posicionamento, do que vai ser a Europa daqui pra frente, ele acredita que com a EIA, a Europa vai ter um valor que as pessoas não estão calculando, a Europa tem história.
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é um dos continentes mais antigos, com séculos de história, com museus, universidades, cidades, arquitetura, lugares pensados como refúgio da alma, da mente, e que isso vai ser muito valorizado. Então, enquanto há essa corrida pelos laboratórios de ar, por estar à frente tecnologicamente, ele acredita que a Europa pode acabar se dando bem, tendo esse passado todo construído com uma forma de acessar e de estar mais…
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humanizado, mais próximo da humanidade mesmo, quando você está num lugar desse. Eu acho que nesse aspecto o Brasil pode se dar muito bem também, né? Com tanta natureza, com tantos lugares para você visitar, com tanta gente para você trocar ideia. Espero que isso não seja no nosso caminho. Eu realmente desejo que o Brasil consiga se colocar nessa discussão tecnológica, nesse ambiente tecnológico, porque vai ser importante. Mas a gente tem vários outros atributos.
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E não só o Brasil, não só a Europa, que é muito legal pensar, muito importante a gente pensar no que é ser humano no meio disso tudo. E ser humano é ser humano. A gente vai continuar sendo.
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E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam nosso comportamento.
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Tireita!
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No primeiro episódio dessa sétima temporada, o episódio 300, eu falei sobre esse colúio da Big Tech com o governo Trump. Todos esses líderes de empresas se aproximaram do governo atual em busca de BNSS, querendo se encaixar na nova narrativa. E nessa a gente viu uma mudança muito forte, principalmente no Mark Zuckerberg, talvez o fundador da Meta, do Facebook, da Meta.
32:08
porque sempre teve uma agenda progressista bem forte e passou a ter um discurso mais alinhado com o da direita nos seus piores aspectos. E ele fez isso na esperança de agradar o Trump. É bom lembrar, ele desplataformizou o Trump logo após os incidentes no Congresso, a tentativa de golpe, e eu acho que ele ficou com um pouco de medo de acabar sendo preso dessa história toda e preferiu replataformizar o Trump e se aproximar dele.
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Acontece que para causar essa reaproximação, o Zuckerberg, inclusive, reavaliou várias atitudes que ele tomou e revelou que muitas escolhas da meta foram políticas, foram a pedido do governo Biden. Ele revelou algumas coisas que nunca tinham sido ditas antes, só que isso agora está começando a voltar.
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para assombrar ele, porque por conta do que ele falou, ele acabou provocando uma nova investigação do FTC, que é a agência regulatória dos meios de comunicação nos Estados Unidos, sobre essas declarações, porque se ele praticou censura, isso é um crime gravíssimo nos Estados Unidos, deveria ser no Brasil também, ele praticamente confessou que fez isso e agora está sendo regulado, ou seja, ao tentar se aproximar do Trump e tentar aproveitar essa onda conservadora dos Estados Unidos, ele pode ter bem esse embolado.
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E não é por acaso que uma pesquisa agora revelou, uma pesquisa do Pew Research, que o Zuckerberg já está sendo mais rejeitado do que o Elon Musk nos Estados Unidos. Nessa pesquisa, 67% dos entrevistados expressaram uma visão desfavorável sobre o Zuckerberg contra 54% do público em relação ao Musk. A boa notícia é você ver mais de metade dos americanos reprovando essas loucuras do Musk. Eu acho que isso aí vai acabar não se sustentando. Eu não acho…
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que os americanos vão durar muito tempo, ou vão topar por muito tempo um estrangeiro, apesar de naturalizado, o Elon Musk é sul-africano, dentro do governo, na maneira que está, tomando as atitudes que está tomando, eu acho que uma hora esse negócio vai azedar, e os números já mostram isso. Agora, o Zuckerberg mudou o cabelo, mudou a vestimenta, mudou o estilo, mudou o discurso, para tentar agradar, e parece que o que ele está gerando é mais rejeição. É isso.
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Você tenta não ser você mesmo, ou tentar agradar os outros, costuma dar bem errado. E uma das mudanças que a Meta implementou tem a ver com a moderação de conteúdo. Também comentei sobre isso no episódio 300, em detalhes. E a escolha foi por desmontar todo o sistema de moderação, parar de tomar conta do conteúdo, e deixar tudo rolar mais solto em nome da suposta liberdade de expressão absoluta. Para tentar contornar isso, uma das soluções é copiar o Twitter,
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e o Twitter do Elon Musk, logo qual, com as notas da comunidade, que são notas geradas pelos próprios usuários, comentando sobre determinado conteúdo, se aquilo tem algum problema ou não, se é violência, se é terrorismo, se é racismo, e a partir da votação da comunidade, determinar o que fazer com aquele conteúdo. O que é bem digital, bem internet, os fóruns como o Reddit funcionam assim, o tal do upvote e o downvote, que vai…
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um post vai ganhando mais tração ou não, de acordo com as fotos da comunidade, mas a gente está falando aqui em moderação de conteúdo. E isso é bem arriscado. A meta então resolveu seguir esse mesmo modelo do Twitter e já está aceitando inscrições para as pessoas que quiserem ser um moderador. O que me chamou a atenção, porque então não é para qualquer um apontar os problemas, vai ser uma classe de pessoas, uma classe de escolhidos que vai poder ter esse poder. Então a gente bate no mesmo problema, né?
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E vale notar que o Elon Musk está reclamando das próprias notas da comunidade do Twitter, que é dele, o X, porque vem apontando vários tweets dele como falso, como desinformação, porque são. Inclusive ele lançou a IA nova do Twitter, a Grok, a versão 3, e as pessoas já vão perguntando para o Grok qual era o maior agente de desinformação no Twitter, e o resultado é o Elon Musk.
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É bom também ressaltar aqui que esse Grok analisa tweets dentro da própria plataforma e ele mandou mudar. Ele ficou muito chateado com isso e falou que assim não funciona, ou seja, o brinquedo só é bom quando atende o que ele quer. Se tiver que fazer outra coisa, ele não gosta. E outra mudança que vai haver na meta é o botão de descurtir no Instagram. Essa notícia chamou muita atenção porque há nem tanto tempo atrás, pelo bem-estar
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os números de curtida numa foto no Instagram, porque isso gerava ansiedade. Apesar de você continuar podendo ver o dono do post, olhar ali e saber se o post é indo bem ou não. E agora, então, anunciou a introdução do descurtir, que é pior ainda do que ter pouca curtida, é você ter muita descurtida. Só que não é bem isso, porque não vai ser descurtir no post, vai ser descurtir em comentários, que é uma forma de nota de comunidade. Você diz que um comentário foi ruim, ele passa…
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a ser ocultado de outras pessoas. Então não é tão grave o discurter, mas eu também acho que não vai faltar muito tempo para ter o discurter para valer nessa plataforma não, viu? Acho que já já é o caminho que vai tomar. E numa outra notícia relacionada à desinformação, o Departamento de Imigração dos Estados Unidos, chamado de ICE, da sigla ICE, tem manipulado os resultados de busca do Google. Foi o que uma pesquisadora descobriu ao fazer buscas sobre ações do ICE.
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Ela começou a fazer buscas e notou que a partir do dia 24 de janeiro começou a ter milhares de resultados. Ela botava uma pergunta sobre algum estado específico que estava lá, que tinha tido uma ação, que tinham tido dezenas de presos, e ela falou, cara, está tendo muita ação, que coisa estranha, que volume alto de ação. E ela resolveu investigar. E o que ela descobriu é que vários desses artigos, quando ela ia ler, apesar da data do artigo ser do dia 24 de janeiro de 2025, o artigo contava uma história de 2020.
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de 2017, de 2010. E o que foi feito é que o ICE refez a data de vários artigos. Isso é um truque muito manjado do Google para você aparecer melhor nas buscas, porque um dos critérios do Google para exibir um resultado é a data da publicação. Então muita gente vai lá e muda a data de um post antigo para uma mais recente para quando buscar aquele tema o seu artigo aparecer. Só que o ICE fez isso com milhares de artigos.
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para dar a impressão dessa grande missão, dessas grandes ações acontecendo em todos os lugares ao mesmo tempo contra a imigração, para assustar as pessoas. E na verdade não é isso que aconteceu. São notícias velhas, antigas, sendo requentadas. Isso aí traz à tona algumas questões sobre como a internet funciona hoje em dia, com as redes sociais, com a forma que a gente busca o conteúdo, com a mudança de…
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Tanto os jovens que usam TikTok como ferramenta de busca, com a chegada de ferramentas como o Perplexe, o próprio chat GPT como uma forma de buscar conteúdo, a gente está num limbo agora que você não consegue um conteúdo muito confiável em lugar nenhum, porque no chat GPT você não sabe a origem. No Perplexe ele pode ter interpretado mal alguma parte do conteúdo e te dar uma coisa alterada, alucinada, e você não sabe. No Google você pode fazer uma busca e parar numa página de 2010.
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Então, mais do que nunca, é hora de ter muita atenção na internet, muita atenção nas suas fontes de conteúdo. Escolha bem, determine os lugares que você confia, onde você vai consumir as suas notícias, para evitar cair no monte de papo maluco que surge por aí e acabar desinformado. Você já sabe também. Se quiser se informar muito bem, cola aqui no RESUMIDO que aqui a notícia é quente.
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Hora de relaxar com as dicas de ver, ler e ouvir.
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3.402 pessoas.
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Em zero dia.
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Se você gosta de trailer político com reviravolta, teoria da confederação, Zero Day, nova série da Netflix, estrelando Robert De Niro, é uma boa pedida. Ele é um ex-presidente na série, tentando desvendar um ataque cibernético. Por isso achei legal trazer aqui pro RESUMIDO, porque é um ataque que tira do ar quase tudo digital dos Estados Unidos. Os telefones, as televisões, as comunicações, e isso vai gerando um caos no país inteiro.
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É impossível, né? Um cyber ataque é uma das coisas mais temidas hoje em dia. E pode ser que isso aconteça num futuro não tão distante, um ataque dessa magnitude que tire grandes sistemas do ar. Bom, tomara que não aconteça, né? A série explora aí essa possibilidade, que é tão contemporânea, que me chamou a atenção. Não terminei de ver a série ainda, mas estou acompanhando. É meio novelinha, mas como eu disse aí, esse tema, a história, acabou me animando. Então confere aí depois e me conta o que você achou.
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Vamos, vamos, vamos. Estamos fazendo uma produção de Kamlet na Gta Online pela primeira vez. Estamos procurando atores. Então venha para a audição. Por favor, pare com nós. Não podemos parar nossa… Oh, caralho. Eles me deram.
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está exibindo um documentário sobre dois atores que decidiram, durante a pandemia, reencenar o Hamlet no GTA, no videogame. Eles pegaram os personagens, ali um mod do game, e foram reencenando o Hamlet naquela realidade do GTA, naquele cenário. A coisa toda acontece dentro do jogo e funciona, virou esse documentário que agora está sendo exibido. É uma coisa bem diferente.
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É, esse uso eu acho que a gente vai ver cada vez mais esse tipo de conteúdo sendo produzido, principalmente com Yá generativa. Quando for ficando mais fácil você produzir uma coisa cinematográfica da sua cadeira de casa. Isso vai abrir espaço pra muita gente contar histórias, e vai abrir espaço pra muita história ruim também, né? Não se engane.
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Eu sou muito fã do Jamie XSX e na recém lançada FU, ele se juntou a Erika Badu, que torna tudo ainda muito mais especial. E essa música nasceu no improviso, durante uma falha técnica, numa apresentação da Erika Badu, numa after party, num evento, pós-evento.
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do Primavera Sound Barcelona em 2019. O Jamie Xx estava na plateia assistindo e resolveu, com o celular, filmar tudo que ela estava falando, ali o que ela estava pensando e reclamando durante, e depois transformou nessa música que foi lançada agora. É um groove bem hipnótico, um tech house minimalista, meio progressivo. É muito criativo do Jamie Xx fazer assim. Eu achei também a cara do RESUMIDO, uma música que nasce de um defeito técnico, sendo filmado por um celular.
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Essa música que você está ouvindo, aliás, ouve tudo do Jamie Axxettes que quase nunca é um.
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Nesse episódio você ficou sabendo que bicicletas elétricas se espalharam pelas cidades sem regras ou orientações, que em breve pode ter um drone voando na sua janela, que a IA não vai te substituir, que ao tentar agradar o governo Trump a meta acabou atraindo novas investigações, que o Mark Zuckerberg é mais impopular que o Elon Musk, que a Netflix agora vai focar em produzir filmes bons para variar e muito mais.
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Se você gosta do RESUMIDO, olha o meu pedido, não deixe de recomendar para mais gente. Posta no seu stories, manda pelo WhatsApp. Você acha que ninguém está te seguindo, não tem muita gente? Tem sim, não tem nada mais valioso do que a recomendação de alguém que você conhece. A toda vez que você faz isso, você ajuda o RESUMIDO a crescer. Também não deixe de deixar cinco estrelinhas, curtir, deixar um comentário na plataforma que você estiver escutando esse episódio agora.
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O RESUMIDO é produzido e apresentado por mim, Bruno Natal. O roteiro é escrito por mim e pelo Agenor Neto, com a colaboração do Carlos Calbuque Albuquerque. O Cauê Marques coedita o roteiro, a newsletter O Futuro Explicado, aliás, assina se você não assina ainda, e também as redes sociais.
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que contam com animações do Peri Selmemann e o design do Felipe Araújo. A edição e mixagem é feita pelo Hugo Rocha, a foto da capa é do Jorge Bispo e o tema original foi composta pelo Gustavo Silveira. Eu sou Bruno Natal, obrigado pela audiência e sem ser, a semana que vem, na outra depois do Carnaval, tem mais RESUMIDO.