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Scarlett Johansson x OpenAI / A pressão social das fotos / Como plataformas vendem seus dados

Conteúdo

Para Assinantes

OpenAI lança nova versão com cópia da voz de Scarlett Johansson, a pressão social gerada fotos gera ansiedade e até o governo explora novas formas de compartilhar nossos dados pessoais com empresas privadas.

Quanto vale nossa privacidade?

No RESUMIDO #264: Tudo sobre ChatGPT-4o e Google I/0, a pressão social causada pelas fotos, como seus dados são vendidos, trolls fecham portal digital entre Nova York e Dublin, reviravoltas nos modelos de negócio dos streamings e muito mais!

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CULTURA DIGITAL

The horror of being perceived and why you hate photos of yourself
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Don’t look at me

Your phone can tell when you’re depressed
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Emerging apps use AI to guess when you’ll be sad. Can they also help you feel better?

A livestream video portal connecting Dublin and New York was meant to bring the cities together — instead, it's devolved into chaos
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Some used the portal to flash their body parts, share pornographic videos, and mock 9/11.

How cuddly robots could change dementia care
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Researchers are using AI and technological advancements to create companion robots

Parrots in captivity seem to enjoy video-chatting with their friends on Messenger
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A small study led by researchers at the University of Glasgow and Northeastern University compared parrots’ responses when given the option to video chat with other birds via Messenger versus watching pre-recorded videos.

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O surgimento de aplicativos que remuneram os usuários por dar streams em músicas no Spotify está sendo debatido por internautas na web

AppleTV+ Wants to Pay Actors Based on How Many People Watch Their Movies
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Streaming companies reportedly want to transform how actors and other talent are compensated.

Nova TV por assinatura? Netflix, Apple TV+ e Peacock vão se unir – Tecnoblog
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Os três serviços de streaming formam aliança nos Estados Unidos. Pacote com conteúdo digital será oferecido pela operadora Comcast

Professores fazem mobilização contra uso de plataformas digitais em SP
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Acesso ao novo método de ensino se tornou fator para avaliar escolas e profissionais. Sindicato diz que ferramenta leva ao abandono de livros didáticos e tira autonomia do professor.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

OpenAI putting ‘shiny products’ above safety, says departing researcher
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Jan Leike, a key safety researcher at firm behind ChatGPT, quit days after launch of its latest AI model, GPT-4o

Google I/O 2024
Apontar para Google I/O 2024

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Google I/O is where Google previews its plans for Android, Pixel, and beyond for the rest of the year. This year, we’re expecting a large focus on AI, as Google explains how its Gemini and Gemma models will be implemented on the web and on Pixel phones. The event kicks off on May 14th with a keynote at 1PM ET / 10AM PT.

Google I/O 2024: confira o resumo com os principais anúncios do evento
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O Google I/O 2024 foi marcado por diversos anúncios; veja o resumo!

Google revela assistente que descreve objetos e robô que cria vídeos a partir de texto
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Novidades foram apresentadas durante o Google I/O, evento anual da empresa para desenvolvedores.

OpenAI releases GPT-4o, a faster model that’s free for all ChatGPT users
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The new model is “much faster” than GPT-4.

What’s up with ChatGPT’s new sexy persona? | Arwa Mahdawi
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OpenAI’s updated chatbot GPT-4o is weirdly flirtatious, coquettish and sounds like Scarlett Johansson in Her. Why?

ChatGPT can talk, but OpenAI employees sure can’t
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Why is OpenAI’s superalignment team imploding?

Golpistas usam imagens de jornalistas da Globo em vídeos manipulados
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Vídeos manipulados com Inteligência Artificial e que circulam nas redes sociais usam a voz e a imagem dos jornalistas Maju Coutinho, Poliana Abritta e César Tralli, da TV Globo, para anunciar golpe que se passa pelo serviço de Valores a Receber, do Ban

Projeto de lei sobre IA deixa sociedade civil de fora
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A tramitação ocorre no Senado e texto é considerado por especialistas que conversaram com o Núcleo como mais permissivo com tecnologias invasivas de privacidade, embora tenha sido elogiado pelo setor privado.

BIG TECH

Gov.br compartilhará dados do cidadão com o setor privado
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O compartilhamento de dados pelo Gov.br está gerando discussões. Mas o que isso significa para você, cidadão comum?

Mortgage Brokers Sent People’s Estimated Credit, Address, and Veteran Status to Facebook – The Markup
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More than 200 national and regional lenders share sensitive user data with Facebook. Experts say it might be illegal

Europa vai investigar Meta por "vício" de jovens em Instagram e Facebook – Tecnoblog
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Comissão Europeia quer saber se Meta tem feito o suficiente para evitar que Instagram e Facebook tenham efeito nocivo sobre menores de idade

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The new project is reportedly called “Camerabuds.”

iOS 17.5: bug faz fotos antigas e excluídas reaparecerem no iCloud
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Em alguns casos, imagens transferidas para a plataforma em 2010 estão aparecendo como enviadas recentemente

iPhone: Bug no iOS 17.5 ressuscita fotos antigas e já deletadas – Tecnoblog
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iOS 17.5 está restaurando arquivos apagados do iPhone. Problema não parece ter relação com backup do iCloud, já que usuários que não o utilizam também relatam o bug

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Além dos carros elétricos, os EUA vão aumentar as tarifas de importação sobre diversos outros produtos fabricados na China; confira os detalhes!

DICAS DE LER, VER E OUVIR

RESUMIDO Tracks

Playlist semanal do RESUMIDO, atualizada a cada edição (se gostou muito de alguma música, salva em algum lugar!)

Transcrição

Transcrição EP. #264

Olá, eu sou o Bruno Natal, hoje é dia 21 de maio e no RESUMIDO número 264: Tudo sobre ChatGPT-4o e Google I/0, a pressão social causada pelas fotos, como seus dados são vendidos, trolls fecham portal digital entre Nova York e Dublin, reviravoltas nos modelos de negócio dos streamings e muito mais!

Vamos nessa, RESUMIDO!

INTRO

Olá RESUMISTA!

Esse é o RESUMIDO, um podcast sobre cultura digital e o impacto da tecnologia em todos os aspectos das nossas vidas.

Participação no MDEB

Newsletter, quinta feira, 

O uso de deepfakes pelos próprios candidatos em campanha na Índia para multiplicar a sus presença e se aproximar dos eleitores de maneira personalizada e também como a PM de São Paulo está tentando angariar a participação de síndicos no projeto de reconhecimento facial batizado de Muralha Paulista.

CULTURA DIGITAL

Vamos de Cultura Digital e como nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade.

BIG STORY:

Nickelback – Photograph

Um artigo da Dazed Digital tocou num ponto que, aposto, muita gente vai se identificar: o desconforto causado por ser notado e por que tanta gente odeia ver fotos de si próprio. 

Já parou para pensar por que isso acontece? Sabe quando você está rolando o feed do Instagram e se depara com uma foto sua em um grupo de amigos e imediatamente, você sente um desconforto e fica se perguntando “será que eu sou assim mesmo?”.

Não é questão de estar bem ou não na foto, é o todo mesmo, como você está, a posição do corpo, às vezes até onde e com quem você está também. É aquela sensação desconfortável de tirar uma selfie e perceber como você realmente aparece ou ouvir sua voz num vídeo e não reconhecer aquele som. É como se a gente tivesse vendo uma versão de nós mesmos que não estamos acostumados e isso pode ser assustador.

A gente vive num mundo em que somos constantemente observados e julgados, tanto online quanto offline. As redes sociais permitem que a gente crie uma imagem ideal de nós mesmos, mas, ao mesmo tempo, não tem como escapar das leituras, percepções e julgamentos externos que não podemos controlar. E isso pode disparar várias questões e por isso as redes afetam tanto nossa saúde mental.

Esses dias vi um vídeo num pique autoajuda que falava sobre coisas que você deveria saber par ser feliz e a primeira era que a vida é muito melhor quando ninguém sabe nada sobre vocês. Não podia concordar mais, mesmo que seja obrigado a botar a cara no Instagram pra fazer a roda girar.

Enquanto a gente tenta manter nossa vida real privada, também nos tornamos hiper-visíveis nas redes. Nossas vidas são compartilhadas em stories do Instagram, vlogs e fotos. Até quando você evita publicar muita coisa, acaba aparecendo no dos outros.

Muita gente nem gosta de ser fotografada por uma outra pessoa porque muito provavelmente ela não vai editar a imagem da forma que gostaria. O ideal de beleza que vemos nas redes sociais é feito para os fotogênicos. Quando nossas fotos não correspondem a esse padrão, nos sentimos desapontados. Eu que mal consigo sair em foto de olho aberto, pisco sempre, sei bem como é isso.

Aceitar essa realidade de ser visto e analisado por outras pessoas é uma parte fundamental da nossa existência como seres sociais. Todos nós parecemos piores do que nossa persona digital e isso é normal.

O smartphone e seus apps são grandes causadores da nossa angústia sobre como aparecer e nos apresentar, e não por acaso já são quase uma extensão dos nossos corpos. E isso falando só de uma análise humana das fotos, porque já tem pesquisadores desenvolvendo formas de utilizar os dados coletados pelo celular para identificar sinais de depressão. 

Segundo a Vox, a detecção de depressão por IA não se baseia em reconhecer certas características faciais como depressivas. Em vez disso, modelos de IA buscam mudanças sutis no comportamento e expressões do usuário ao longo do tempo. Um aplicativo chamado MoodCapture, por exemplo, utiliza a câmera frontal do telefone para capturar selfies enquanto os usuários avaliam seu humor várias vezes ao dia.

Tudo isso pode virar um pesadelo e se pensamos nas consequências de uma aplicação generalizada desse tipo de tecnologia e como a coleta de dados tão sensíveis podem atrapalhar mais do que ajudar.

Coisas tão cotidianas quanto tirar uma selfies podem dizer muito sobre nós e nos colocar em uma situação de vulnerabilidade. E vai ver, a pressão da foto perfeita é um dos motivos da depressão.

A dica é simples e muito difícil de aplicar: se você está se sentindo mal e acha que a culpa é das redes sociais, dá um tempo. Se você consegue perceber que depois de gastar um tempo precioso escrolando, você sente mais ansiedade do que antes, dá um tempo da tela. Isso vale pra quem produz conteúdo online também, não só pra quem consome.

E dar um tempo, pode ser só dar um tempo mesmo, diminuir a frequência do uso e principalmente tentar se conectar mais com as pessoas fora da rede, onde as conversas tem entonação e dá pra olhar no olho.

CURTINHAS:

Em maio foi inaugurada uma instalação de arte pública para conectando Nova York e Dublin, através de uma tela gigante, com transmissão 24h ao vivo com cada cidade sendo mostrada na tela da outra. A obra se chama O Portal e mal abriu e já teve que ser temporariamente fechada por conta de trollagens. A gota d’água foi uma mulher, supostamente influenciadora do OnlyFans, ter mostrado os seios para a câmera, mas esse não foi o único caso. Nas quase duas semanas que o Portal ficou aberto, teve exibição de vídeos pornográficos e até piadas sobre os atentados 11 de setembro. A verdade é que é só uma live, algo que qualquer um faz com o celular hoje em dia, a diferença são as telas gigantes. A ideia nem é original, em 2015 uma obra praticamente idêntica, chamada Telectroscope conectou NY e Londres. Certas coisas nunca mudam, os trolls estão sempre presentes.

Pesquisadores estão usando IA para criar robôs de companhia que podem servir como um apoio ao cuidado de pessoas com Alzheimer. Segundo a Alzheimer’s Association, mais de um milhão de cuidadores adicionais serão necessários entre 2021 e 2031. A falta de pessoal faz com que frequentemente pacientes sejam sedados. Além das necessidades físicas, essas pessoas precisam de conexão social. Esses robôs sociais podem preencher essa lacuna, oferecendo companhia e interações.

Os robôs podem ajudar, mas todo mundo prefere mesmo interagir com seres reais. Um estudo da Universidade de Glasgow e da Northeastern University analisou como papagaios em cativeiro respondem a videochamadas ao vivo em comparação com vídeos pré-gravados. Durante seis meses, nove donos de papagaios participaram da pesquisa, em que seus pássaros podiam fazer chamadas de até três horas, com outros papagaios. Metade dessas chamadas eram ao vivo, usando o Messenger da Meta, e a outra metade eram vídeos pré-gravados. Os resultados mostraram que os papagaios se engajaram mais nas videochamadas ao vivo, somando 561 minutos em chamadas ao vivo, contra apenas 142 minutos assistindo imagens pré-gravadas de outros pássaros.

Câmeras e alarmes de segurança com Wi-Fi facilitam a instalação, mas podem representar um problema grave de… segurança. Nos EUA, ladrões estão usando bloqueadores de Wi-Fi, facilmente encontrados online, para desativar esses sistemas. Os especialistas recomendam usar câmeras e sistemas de segurança com cabeamento físico, em vez de depender apenas de conexões sem fio e armazenar imagens de segurança em discos rígidos locais, não apenas na nuvem. 

Ser pago para ouvir suas músicas favoritas no Spotify parece um sonho, mas está longe de ser uma atividade positiva. Aplicativos como o AstroPlay remuneram usuários por escutar determinadas músicas no Spotify. Isso nada mais é do que a venda de plays, só que com uma interação humana real, para driblar o bloqueio a sistemas idênticos operados por bots que geram plays falsos. Funciona assim: você vincula sua conta do Spotify ao app, ouve músicas e acumula pontos que podem ser convertidos em criptomoedas. Quanto mais você ouve, mais você ganha. E se ouvir músicas de artistas afiliados ao AstroPlay, o ganho é maior. Os críticos argumentam que essa prática pode distorcer os algoritmos do Spotify e criar sucessos falsos, já que infla artificialmente o número de reproduções de determinados artistas. Além de afetar a transparência e o equilíbrio justo na distribuição de royalties, isso prejudica artistas que não participam desse esquema. Lembrando que a prática de inflar números é proibida pelos termos de serviço do Spotify, mesmo que eles não façam muita coisa pra deter isso.

A Netflix, líder do setor, está cortando o volume da sua produção para enfrentar a guerra de streamings. A produção é cara e o retorno financeiro é lento. Para enfrentar esses desafio, a Netflix adotou medidas focar em qualidade ao invés de quantidade, terceirização da produção, reuso de filmes e séries de sucesso, aumento de receita com fim do compartilhamento de senhas, aumento de preços e inclusão de propagandas. Essas ações já resultaram em uma redução de 21% nos gastos com conteúdo em 2023. A boa notícia é que isso deve diminuir a quantidade avassaladora de porcarias que são lançadas e que você acaba gastando horas preciosas assistindo por pura pressão social.

A Apple outras empresas de streaming querem mudar o modelo de remuneração dos atores. A nova proposta sugere que atores e outros membros da produção sejam pagos com base no desempenho de seus filmes na plataforma. Em outras palavras, se muita gente assistir a um filme, os envolvidos são bem pagos. Do contrário, ficam com o mínimo combinado mesmo que tenham trabalhado bastante. De acordo com a Bloomberg, a Apple tem se reunido com representantes dos trabalhadores do setor para apresentar a proposta. Os “bônus”, que na realidade parece mesmo ser o pagamento pelo trabalho, seriam determinados por três critérios: o número de pessoas que se inscreveram no Apple TV+ para assistir, o tempo que passaram assistindo e o custo do programa em relação ao tamanho de sua audiência. Além da Apple, Amazon e Netflix também estão considerando sistemas de pontos semelhantes. 

E olhar pro passado pode ser uma solução. Com tanto serviço pra assinar, as plataformas de streaming estão disputando os mesmos usuários. A Comcast, gigante americana de mídia, anunciou um combo de assinatura de streaming que inclui Netflix, Apple TV+ e Peacock, o serviço de streaming da NBC. O pacote será mais barato do que assinar os três serviços separadamente. Sabe o que isso parece? A boa e velha TV a cabo, em que você ia adicionando canais ao pacote. Só que ficou ainda mais caro pra quem quer assinar vários. Falei disso no episódio #10 do RESUMIDO, lá em abril de 2019 e minha previsão era justamente essa consolidação que estamos vendo agora.

A Apple anunciou novas funcionalidades de acessibilidade que serão lançadas este ano, incluindo Rastreamento Ocular, Haptics Musicais e Atalhos Vocais. O Rastreamento Ocular permitirá que usuários com deficiências físicas controlem o iPad ou iPhone com os olhos, utilizando a câmera frontal. Já o Haptics Musicais usará o Taptic Engine do iPhone para criar vibrações e toques ao ritmo da música, proporcionando uma experiência musical tátil para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Com estas adições, a Apple pretende expandir seu suporte a uma vasta gama de necessidades de acessibilidade.

Professores da rede pública estadual de São Paulo iniciaram uma mobilização contra o uso de plataformas digitais no ensino. A medida foi implementada pelo governo estadual no ano passado, com recursos que se baseiam em conteúdos e atividades pré-definidas, diminuindo a autonomia dos professores, ponto criticado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. O monitoramento do uso do material digital é usado para avaliar escolas e profissionais. Em 2023, o governo de São Paulo tentou substituir os livros didáticos pelo material digital, mas por conta de erros grosseiros e da repercussão negativa, uma decisão judicial forçou o governo a voltar a participar do Programa Nacional de Livros Didáticos. 

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Agora é o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais

BIG STORY:

https://x.com/OpenAI/status/1790089521985466587

O Google I/O, conferência de desenvolvedores da empresa, trouxe diversas novidades, principalmente relacionadas a recursos de inteligência artificial do seu novo modelo batizado de Gemini 1.5, como uma assistente que descreve objetos e um robô que cria vídeos a partir de texto.

A nova assistente faz parte do Projeto Astra, que revela a visão do Google para o futuro dos aplicativos que ajudam usuários a automatizar tarefas com IA. Em uma demonstração, a assistente conseguiu descrever em tempo real objetos e informações capturadas pela câmera do celular e a partir dessas imagens, também mostrou ser capaz de lembrar, por exemplo, onde o usuário deixou um objeto.

A empresa também anunciou que sua IA poderá analisar imagens e ouvir dúvidas dos usuários ao mesmo tempo. Isso vai poder ser usado, por exemplo, para mostrar um aparelho defeituoso pra a IA e perguntar por que ele não está funcionando corretamente.

Outra novidade é o Veo, uma inteligência artificial capaz de criar vídeos a partir de comandos de voz, parecida com o Sora e que também por enquanto só está disponível em fase experimental apenas nos EUA.

Também foi anunciado o modelo Gemini 1.5 Flash, que se junta às versões Ultra, Pro e Nano. O Google diz que esse modele é mais rápido e que sua API para desenvolvedores foi criada com foco em eficiência e baixa latência. A empresa anunciou ainda que o Gemini 1.5 Pro, anunciado em fevereiro, foi liberado para usuários do plano Gemini Advanced em 35 idiomas, incluindo o português.

Se você se perdeu com tantos nomes, relaxa que é normal. Não sei quem cuida da comunicação do Google, mas claramente eles têm um sério problema pra nomear os produtos. Normalmente eu ignoro todos e vou aprendendo conforme o uso, até porque vários serviços costumam ser descontinuados do nada.

O grande destaque do evento foi a apresentação de um motor de busca integrando IA generativa aos resultados de pesquisa do Google, incluindo no YouTube. A proposta é que uma “visão geral de IA” possa responder perguntas de maneira direta e objetiva, como criar planos de refeição completos a partir do conteúdo de sites de receitas ou responder perguntas durante vídeos. Um dos grandes problemas dos chatbots é justamente fornecer respostas que soam como definitivas, mesmo que muitas vezes estejam completamente erradas.  Diz o Google que a IA vai atuar como uma “companheira de aprendizado”, estimulando a curiosidade e guiando a investigação dos usuários, sem substituir o processo de busca tradicional, pelo menos por enquanto.

Essa ferramenta de busca causou calafrios nos jornalistas e na imprensa como um todo, porque é a materialização de uma das maiores preocupações do meio, que é o Google, principal fonte de tráfego de qualquer site, parar de gerar tráfego direto e simplesmente gerar respostas por conta própria tungando o conteúdo. 

Anúncios não são apenas a principal fonte de receite dos veículos de comunicação, mas são também o centro do modelo de negócios do próprio Google, de maneira que essa transformação é pode gerar uma canibalização das receitas do próprio Google. Se ninguém visita o site, ninguém anuncia, se ninguém anuncia, o Google não fatura, o site não consegue se manter, fecha e o Google perde uma fonte de conteúdo para gerar seus resultados.

A resposta da empresa pra essa questão é que essa nova dinâmica vai valorizar os anúncios e trazer cliques de mais qualidade para os sites. Faltou dizer só se vão ajustar os pagamentos e compensar de acordo.

O Google tem uma vantagem competitiva quando o assunto é aplicar a IA no cotidiano, já que boa parte dos usuários da internet utilizam ao menos alguma das ferramentas criadas por eles. 

Obviamente de propósito e para ofuscar o Google I/O, a OpenAI anunciou o ChatGPT 4-o dias antes do evento. Havia muita especulação de que a OpenAI iria anunciar um motor de busca para rivalizar com Google ou então o GPT-5. Mas não foi nem uma coisa, nem outra.

Na semana passada cheguei a falar um pouquinho sobre esse lançamento, mas nnao deu tempo de aprofundar porque quando o anúncio foi feito o roteiro do episódio já estava fechado e complementei a informação na edição da newsletter que sai as quintas. Aliás, se não ainda não se inscreveu, não deixe de fazer isso no resumido.cc.

Segundo a OpenAI, o ChatGTP-4o oferece melhorias em texto, visão e áudio, e será gratuito para todos os usuários. Os assinantes vão ter até cinco vezes mais capacidade de uso da ferramenta, mas eu mesmo assino e ainda nem conseguir testar o modo “multimodal nativo”, que foi a sensação do anúncio, com o fundador da OpenAI tuitando “Her”, em referência ao chatbot quase perfeito do filme do Spike Jonze.

“Multimodal nativo” significa a capacidade de gerar conteúdo e entender comandos em voz, texto ou imagens. Essas novas funcionalidades vão permitir ao ChatGPT atuar como um assistente de voz interativo.

Agora vai ser possível interagir com o ChatGPT como se fosse um ser humano, recebendo conselhos, avaliações de piadas, mostrar imagens em tempo real, receber descrições do ambiente ao redor e até ter conversas descontraídas.

As demos foram muito impressionantes, mas é aquilo, enquanto não der pra usar eu m mesmo, não dá pra saber o quanto do que foi mostrado é pra valer. Só que esse tipo de ferramenta pode piorar uma questão que venho repetindo por aqui, sobre a antropomorfização que tenta fazer com que as interações entre humanos e máquinas sejam o mais parecidas possível com as interações entre humanos, borrando a fronteira entre o real e o artificial e trazendo uma tonelada e problemas a reboque. Se uma IA fala como um humano e dá uma resposta errada com toda malemolência, as chances de alguém acreditar sem questionar são muito maiores.

Um artigo da Bloomberg abordou diretamente esse problema, focando no fato de que criar uma IA com voz feminina, por exemplo, pode gerar consequências sociais e psicológicas perigosas. Imagina alguém que interage regularmente com uma voz artificial sedutora, agradável e extremamente subserviente e depois tiver que enfrentar uma dinâmica muito diferente na vida real.

A OpenAI não tem resposta pra isso, mas já existem dados sobre o impacto social de assistentes virtuais com vozes femininas.  Um relatório da Unesco em 2019 mostrou que assistentes virtuais com vozes femininas enviam o sinal de que mulheres são prestativas e dóceis, disponíveis ao toque de um botão.

E isso traz problemas reais, mesmo que estejamos falando de robôs.

E muita gente apontou, saiu até matéria no Guardian, que uma das vozes da IA, chamada Sky, é exageradamente sexy. E agora até a Scarlett Johansson ficou incomodada com a cópia escancarada da sua interpretação do chatbot IA no filme Her. De acordo com os advogados da atriz, Sam Altman, que diz que Her é seu filme favorito (porque será?), vinha tentando contratar a Scarlet para ser a voz de uma das IA, mas ela negou e agora diz que se sentiu passada pra trás e quer saber como a voz da Sky foi treinada. 

A OpenAi suspendeu a voz da Sky, o que pra mim, basta como admissão de culpa. Johansson é bem ativa nos seus posicionamentos e levantou vários pontos, como o absurdo de cometer algo assim justo numa era de desinformação e em que tanto se questiona até onde as IA podem ir.

CURTINHAS:

O lançamento do ChatGPT4-o foi ofuscado pela renúncia do cofundador e cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, e do líder da equipe de superalinhamento, Jan Leike, ambos responsáveis pelo setor que buscava conter o desenvolvimento de ferramentas perigosas pela própria empresa.  As saídas não chegam a ser surpreendentes, Sutskever estava envolvido na tentativa de demitir o CEO Sam Altman no ano passado, mesmo depois tendo dito que se arrependeu. Jan Leike, que era o pesquisador-chave de segurança na OpenAI, detalhou os motivos de sua saída em um fio no X, dizendo que a cultura de segurança se tornou uma prioridade menor e que a OpenAI deveria investir mais recursos em questões como segurança, impacto social, confidencialidade e segurança para a próxima geração de modelos, em vez de ferramentas pra chamar atenção do mercado.

Não nem mais novidade que criminosos tem usado deepfake para aplicar golpes, usando vídeos de personalidades, como as jornalistas Maju Coutinho, Poliana Abritta e César Tralli, com mensagens falsas sobre valores a receber do Banco Central e levando usuários para sites de fraude. Quem também foi vítima de algo parecido foi o YouTuber Jeziel. Ele aparece num vídeo em que ele supostamente anuncia uma oferta no Mercado Livre, um celular com preço muito abaixo do mercado. O vídeo falso é bem tosco, nem precisa estar tão atento para perceber que tem algo estranho no jeito de falar e de se mexer, mas basta alguns caírem no golpe para o criminoso se dar bem. Mesmo com muitas denúncias, os vídeos falsos continuam circulando e Jeziel tem pedido para seus seguidores denunciarem o conteúdo falso para evitar que mais pessoas sejam prejudicadas.

Um projeto de lei sobre a regulação de inteligência artificial tramitando no Senado está gerando preocupações entre especialistas devido por conta da abordagem permissiva em relação a tecnologias potencialmente invasivas, como o reconhecimento facial e armas autônomas. Apesar de receber elogios de setores privados por sua flexibilidade, o projeto está sendo criticado por não incluir a sociedade civil nos órgãos de fiscalização e de controle. Isso é um aspecto crucial para garantir uma governança equilibrada e transparente das tecnologias de IA e para garantir a proteção da privacidade e dos direitos individuais.

BIG TECH

E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam nosso comportamento.

BIG STORY:

https://www.instagram.com/reel/ClUdMyWgJC6/?igsh=MTVtdG4ydWhldWVrZQ%3D%3D

Esse que você foi ouviu foi do Caio Machado, do Instituto Vero, falando sobre cyber ataques no Brasil. Mas quem precisa de cibercriminosos, quando o próprio governo quer compartilhar nossos dados pessoais por aí?

O governo federal está preparando uma nova iniciativa para compartilhar os nosso dados com o setor privado através do Gov.br, a plataforma digital oficial. Marcos Pinto, coordenador geral de Interoperabilidade da Secretaria de Gestão e Governo Digital, anunciou a novidade durante o lançamento do IDSA Hub Brasil. Ele explicou que dados como CPF, CNPJ, histórico eleitoral e militar, que já são acessíveis a órgãos públicos, poderiam ser compartilhados com empresas privadas para supostamente desenvolver soluções que beneficiem a sociedade.

O Gov.br já possui mais de 74 APIs e quase mil serviços públicos utilizando essas ferramentas, o que gerou uma economia e reduziu fraudes e erros. Uma nova função no aplicativo Gov.br permitirá que os usuários vejam quais informações estão sendo compartilhadas e com quais empresas. Também será possível cancelar o compartilhamento de dados específicos e, a cada ano, os cidadãos precisarão aprovar novamente o compartilhamento. Na prática o Governo vai fazer o que uma empresa como o Serasa faz hoje.

Tá ruim, mas poderia ser pior, quando você solicita um financiamento imobiliário, espera que suas informações pessoais e financeiras sejam mantidas em sigilo. Só que uma investigação do site The Markup descobriu que mais de 200 sites de corretores de hipotecas e bancos nos EUA estão compartilhando dados sensíveis dos usuários com o Facebook por meio do Meta Pixel, que é um código de rastreamento instalado em sites que coleta e envia dados sobre os visitantes para o Facebook. Isso inclui informações como crédito, ocupação e até detalhes específicos das casas que os usuários estão interessados em comprar. 

Esses dados são usados pelo Facebook para direcionar anúncios de forma mais precisa, só que o compartilhamento dessas informações pode violar a lei que protege informações financeiras dos consumidores, que exige que instituições financeiras tomem medidas específicas para proteger os dados dos usuários e informem claramente como suas informações serão compartilhadas.

E você aí preocupado com hacker e vazamentos de dados.

CURTINHAS:

Por falar em Facebook, segundo o Tecnoblog, a Comissão Europeia iniciou uma investigação contra a Meta para avaliar se o Instagram e o Facebook estão incentivando comportamentos viciantes em crianças e adolescentes e potencialmente prejudicando sua saúde mental. O foco é verificar se a Meta está cumprindo o Ato de Serviços Digitais que exige medidas preventivas contra ações nocivas no ambiente digital. A Meta pode enfrentar multas de até 6% de sua receita global anual se não estiver cumprindo as medidas.

Segundo o The Information, a Meta está desenvolvendo um novo projeto de fones de ouvido habilitados com IA, chamados “Camerabuds”. Esses fones terão câmeras voltadas para fora pra detectar o ambiente do usuário e fornecer assistência em tempo real. Não se sabe há quanto tempo o projeto está em desenvolvimento, mas Mark Zuckerberg não está satisfeito com o progresso devido por conta da vida útil da bateria, calor e, é claro, questões de privacidade. Uma câmera num fone, que todo mundo já usa, talvez faça mais sentido do ponto de vista de usabilidade do que um óculos como o Meta RayBan, que ninguém usa e que serve só pra isso.

Um bug na atualização do sistema operacional da Apple, o iOS 17.5 começou a ressuscitar fotos antigas já deletadas. Segundo usuários do Reddit, esse problema ocorre independentemente do uso do iCloud ou de outros serviços de nuvem. O principal problema não é apenas o retorno das fotos, mas a falta de garantia de que nossas fotos são realmente apagadas, mesmo quando a Apple promete isso.

O Android 15 terá tecnologia antirroubo de celular inspirada no Brasil. De acordo com o UOL, o sistema operacional vai ter recursos de segurança avançados, com funcionalidades projetadas para proteger os usuários de roubos e acessos não autorizados. Entre as inovações, o sistema operacional vai detectar automaticamente um roubo e bloquear a tela, além de criar um espaço privado no dispositivo para armazenar dados sensíveis. Também vai ficar mais difícil para terceiros reconfigurarem o celular, uma medida que deve preservar a privacidade e segurança das informações pessoais e financeiras dos usuários. Desde que, claro, o assaltante não te obrigue a fazer isso tudo antes de entregar o celular, como já tem se tornado padrão.

De acordo coma Reuters, os EUA vão impor regras sobre veículos conectados chineses ainda este ano. As medidas podem incluir proibições ou restrições aos veículos após uma investigação iniciada em fevereiro para avaliar supostos riscos das importações desses veículos para a segurança nacional americana. Para combater os veículos ‘super baratos’, os EUA anunciou taxa de 100% sobre carros elétricos chineses e anunciou um novo aumento das tarifas de importação de diversos produtos fabricados na China, a medida busca proteger a economia americana de práticas de mercado consideradas desleais.

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DICAS DE VER, LER E OUVIR

Hora de relaxar com as dicas de ver, ler e ouvir.

Dark Matter

Dark Matter — Official Trailer | Apple TV+

Se você adora ficção científica e odiou 3 Body Problem, da Netflix, a Apple TV vem com um remédio pra passar a raiva. Estreou a série Dark Mater, Matéria Escura, baseada no livro do Blake Crouch. Sei que já comentei sobre o livro e que  seria adaptado para TV por aqui, mas agora a série estreou e, ao menos nos três primeiros episódios, confirmou o hype, achei que valia avisar que já dá pra assistir. Se você gosta de multiversos, pode ir com tudo que vai gostar.

KHRUANGBIN

Recentemente, uma reportagem do “New York Times” mandou a pergunta: o som do Khruangbin é lounge dub psicodélico? É surf rock do deserto? Ou é algo que parece sair de uma lava lamp? De qualquer forma, concluiu o texto, o trio do Texas virou sinônimo de música pra viajar, pra entrar num clima, num….mood, mais ou menos como foi o com a enfumaçada dupla austríaca Kruder & Dorfmeister no final dos anos 90, começo dos 2000.

E o novo capítulo dessa saga continua agora, com o lançamento de “A la sala”, o quarto álbum do Khruangbin . descontando aí os discos de remixes, de dub e a colaboração com o guitarrista do Mali, Vieux Farka Touré em “Ali”

“A la sala” mantém o estilo do Khruangbin intacto. Lá estão a guitarra de notas precisas e cheias de reverb de Marko Speer, as linhas de baixo macias de Laura Lee Ochoa e as batidas cheias de groove de DJ Johnson, ora soando como a trilha de um road movie imaginário ou criando um balanço quase em câmera lenta.

Pra ouvir de madrugada, com as luzes apagadas e um incenso rolando. Sabe como é, pra criar um clima

ENCERRAMENTO

Nesse episódio você ficou sabendo tudo sobre as novidades do ChatGPT-4 e do evento Google I/O, da pressão social gerada pelo compartilhamento constante de fotos, dos mecanismos por trás da venda de seus dados pessoais, como trolls conseguiram fechar um portal digital Nova York e Dublin, das mudanças nos modelos de negócio dos serviços de streaming para se adaptar a nova realidade e muito mais!

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O RESUMIDO tem o apoio do Instituto Vero.

É produzido e apresentado por mim, Bruno Natal
O roteiro é escrito por mim e pelo Agenor Neto

com a colaboração de Carlos “Calbuque” Albuquerque

A edição e mixagem é feita pelo Hugo Rocha

A newsletter O Futuro RESUMIDO e as redes sociais são co-editadas pelo Cauê Marques, com animações do Peri Semmelmann

A foto da capa é do Jorge Bispo

E o tema original foi composto por Gustavo Silveira

Sou o Bruno Natal, obrigado pela audiência e semana que vem tem mais RESUMIDO!