
A reeleição de Donald Trump representa um redirecionamento para as políticas climáticas dos Estados Unidos, que seguirão uma direção oposta à adotada durante os anos de Joe Biden. A presidência Biden, considerada a mais ativa no combate à crise climática, fortaleceu o papel do país no cenário global com sua volta ao Acordo de Paris, a implementação de metas ambiciosas para redução de emissões, e a criação de regulações ambientais rigorosas. Além disso, iniciativas legislativas como o Inflation Reduction Act e o Bipartisan Infrastructure Law mobilizaram bilhões para inovação climática e infraestrutura sustentável.
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Com Trump no poder, é esperado que os Estados Unidos recuem novamente do Acordo de Paris e que as políticas implementadas durante a administração Biden sejam progressivamente desmanteladas. Mesmo que a reversão total do Inflation Reduction Act seja improvável, Trump poderá contestar iniciativas centrais como créditos fiscais para veículos elétricos.
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O impacto dessa nova administração na política ambiental será significativo, e estima-se que a diferença em emissões de carbono entre um segundo mandato de Trump e um de Biden poderia significar um acréscimo de até 4 bilhões de toneladas de CO₂ até 2030, comprometendo ainda mais as metas de contenção de aquecimento global em 1,5 °C.
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