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Corrida elétrica / Super Bowl da IA / Revisionismo pandêmico

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O passado digital está desaparecendo rapidamente, carros autônomos falham em testes de segurança e sistemas de inteligência artificial reproduzem preconceitos e criam ilusões de empatia.

A quem entregamos o controle das nossas decisões?

No RESUMIDO #306: Carro voador brasileiro, veículo autônomo bate em parede falsa, a ciência sendo reescrita, o sumiço de arquivos digitais acelera, NVidia e seu Super Bowl da IA, memes robóticos são mais engraçados que humanos, o primeiro filme totalmente dublado por IA e muito mais!

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CULTURA DIGITAL

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

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The giant chipmaker has transformed its annual developer conference from an academic event into a who’s who gathering for the future of artificial intelligence.

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Robert De Niro talks about his new gangster film, “The Alto Knights,” and says the entertainment industry “can’t replace people” with AI.

‘Watch the Skies,’ First Feature Film Dubbed Entirely With AI, Sets Distribution Deal With AMC Theatres (EXCLUSIVE)
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“Watch the Skies” will become the first foreign language film to hit movie theaters using AI dubbing for English markets.

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When AI systems can control multiple sources simultaneously, the potential for harm explodes. We need to keep humans in the loop.

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BIG TECH

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A GM vai empregar a plataforma de direção autônoma Drive AGX da Nvidia, um sistema que, segundo Huang, faz “até 1.000 trilhões de cálculos por segundo de

Ações da gigante chinesa de carros elétricos BYD disparam com sistema de recarga ultrarrápida
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A ação parece ter ligação com os protestos e manifestações do chamado \”Tesla Takedown\”, que crítica o poder de Elon Musk no governo Trump; entenda o assunto!

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Turns out LiDAR might have some benefits.

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There were some inconsistencies.

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The genetic information company declared bankruptcy on Sunday, and California’s attorney general has issued a privacy “consumer alert.”

DICAS DE LER, VER E OUVIR

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Por que tanta gente está falando tanto sobre essa atração em que cada episódio é filmado em um plano-sequência. Os novos números da indústria da música. Esta é a MargeM 255

RESUMIDO Tracks

Playlist semanal do RESUMIDO, atualizada a cada edição (se gostou muito de alguma música, salva em algum lugar!)

Transcrição

Transcrição EP. #306

(transcrição gerada automaticamente, pode haver falhas)

00:30

Vamos nessa, RESUMIDO.

00:42

Olá, resumista! Esse é o RESUMIDO, um podcast sobre cultura digital e o impacto da tecnologia em todos os aspectos das nossas vidas. Nesse final de semana, eu estive em Minas Gerais, na Serra do Cipó,  participado do Bota Pra Correr, evento da Olympikus, e eu fiz a minha primeira trilha de 21 km. Quer dizer, a minha primeira trilha, ponto, né? O caso desse do 21 km só foi mais um dificultador.  Eu tô bem cansado, então acho que o episódio dessa semana vai ser um pouco mais curto.

01:11

e eu vou tentar aqui reunir energia pra gravar com vontade.  Se você quiser ver um vídeo de como foi essa aventura no meio do mato,  você pode ver no meu Instagram pessoal, o @urbe.  Esse vídeo eu não publiquei em nenhuma das redes do RESUMIDO. @resumido.podcast no Instagram, no TikTok.  Tem também Bruno Natal no BlueSky. Tem o urbe, URBE no Twitter.  Esqueceu alguma coisa? Ah, tem o…

01:39

Threads também,  @resumido.podcast. Se você não segue ainda, segue e ajuda o RESUMIDO a chegar mais longe.

01:53

Vamos de cultura digital e como nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade.

02:03

Faz cinco anos atrás, ao exigir oficinas  muitos dos Estados Unidos se fecharam para parar o spread da Covid.  Uma decisão que, por tempo, polarizou o país e mudou a relação entre muitos americanos e o governo deles.  Agora, dois políticos estão fazendo o caso de que não evidência de esses fechamentos salvaram vidas.

02:32

Semana passada foi o aniversário de cinco anos da pandemia,  um assunto que eu cobri muito aqui no RESUMIDO, foi logo após o primeiro ano do podcast. Então acho que esse é um tema que vale a pena abordar aqui no podcast mais uma vez, tendo como gancho o lançamento do livro em Covid’s Wake,  Após o Covid, numa tradução livre,  escrito pelo Stephen Macedo e pela Frances Lee, que é um livro que questiona todas as medidas sanitárias tomadas durante a pandemia.

03:01

Eu ouvi uma entrevista com os autores no podcast The Daily do New York Times e vários pontos me chamaram a atenção. Bom, como eu disse, o livro defende a ideia de que as medidas de contenção da pandemia foram exageradas e sem embasamento científico, e os autores argumentam que não tem nenhuma evidência que os lockdowns salvaram vidas. Isso é uma afirmação já super complicada de ser feita, né? Porque a gente não tem…

03:26

a opção contrária, sem lockdown, pra poder analisar. Então vira também uma suposição. É, ah, não salvou vida. Como é que a comprova que não salvou vida? Eles dizem que analisaram os dados, mas é muito fácil você olhar pra trás pra analisar o que aconteceu e falar que poderia ter sido feito de uma forma diferente, né? O famoso engenheiro de obra pronta. É claro que várias medidas, por exemplo, é… passar álcool nas embalagens que a gente trazia do supermercado. Eu fui um que questionei muito isso, porque, pra um vírus,

03:56

ser transmitido por superfície é uma coisa super precisa para acontecer, você tem que botar a mão em cima de onde estava o vírus, ele está vivo, você botar no nariz. É uma coisa que a literatura sobre transmissão de doenças do sistema respiratório já diz que é improvável, eu não sei que fosse um vírus completamente diferente, coisa que a gente não sabia se era, poderia ser,  o caso é que ele era muito mais virulento mesmo,  a taxa de transmissão é muito alta, mas tudo mais, ele se comportou como um vírus.

04:24

de doenças do trato respiratório.  Então, por exemplo, hoje é muito fácil voltar e falar que essa medida estava errada. Agora, a gente não tem como saber o que poderia ter sido diferente se não foi assim que aconteceu. No auge da pandemia, quando estourou, com a transmissão acontecendo, todo mundo assustado, o que a ciência podia fazer é recorrer às estratégias que faziam sentido e não ficar supondo ou tentando inventar alguma coisa.

04:49

E como a ciência não oferece certeza absoluta, ela vai se adaptando conforme as informações surgem. E assim foi sendo feito ao longo da pandemia. Eu acho que a gente tem sim que questionar, ou melhor,  analisar tudo o que aconteceu e pode ser que a gente descubra muitas coisas que deveriam ter sido feitas diferentes e que podem ser diferentes caso uma nova pandemia aconteça. Mas, por exemplo, uma das argumentações do livro é que o lockdown reduziu a transmissão, mas não reduziu a mortalidade.

05:17

Isso é uma frase bem maldosa, porque é óbvio que não reduziu a mortalidade. O vírus continuava tendo o mesmo potencial de mortalidade caso alguém pegasse. O objetivo não era amansar o vírus, era diminuir a transmissão. Então é uma coisa que não tem nem lógica ser dita dessa forma. Uma transmissão menor implica em menos infecções e consequentemente menos gente sendo exposta ao vírus e também morrendo dele. Parece uma progressão meio lógica.

05:43

Mas eu acho que tudo no livro parece ser construído de uma maneira um pouco maldosa pra tentar provar esse ponto.  Uma outra coisa que eles questionam é essas medidas terem sido adotadas de maneira horizontal, fazendo com que todo mundo tivesse que sacrificar e sofrer em prol da proteção de alguns poucos, os idosos e aqueles mais suscetíveis ao vírus por alguma comorbidade. É outra frase com muita maldade porque…

06:08

Todo mundo sofreu, inclusive os que estavam sendo protegidos, porque da maneira que eles falam na entrevista parece que quem estava sendo protegido ficou na boa enquanto estava todo mundo sofrendo. E não foi isso. E gente não estava protegendo qualquer um, estava protegendo os nossos. Na sua casa,  os avós, os pais, os seus amigos,  os seus outros familiares. É tudo construído com uma certa maldade no livro que, apesar de eu gostar de ouvir, fiz questão de ouvir a entrevista porque eu quero ouvir um outro ponto,  nada do que eles falaram ali me convenceu

06:38

Inclusive, não me convenceu nem a querer ler o livro.  Então, mundo polarizado que a gente está, com um assunto que é tão polarizador quanto a pandemia e as medidas tomadas, eu acho que é muito irresponsável tratar dessa forma. Eu não conheço as credenciais dos cientistas que escreveram esse livro, os autores, mas eu fico preocupado em ver que tanto tempo depois já está se questionando as coisas dessa forma.  Não por questionar, mas pela maneira como está sendo feito.

07:08

ainda mais numa época em que gente está vendo os arquivos digitais sumirem. A New Yorker escreveu um artigo sobre o sumiço dos registros online e arquivos governamentais desde que essa gestão do Trump começou.  Várias informações sobre saúde pública, diversidade, registro histórico estão sendo deletados sob a justificativa de combater o que essa administração classifica de ideologia de gênero e extremismo woke.

07:34

Só que a coisa está sendo feita de maneira automatizada, usando ferramentas de inteligência artificial e sem muito critério de contexto. Por exemplo,  vários arquivos militares sumiram porque faziam menção ao Enola Gay, que o avião que lançou a bomba atômica sobre o Japão, e a palavra gay disparou esse sistema de deletar os sites, as informações, e esses sites entraram na fila para serem deletados.  Da mesma forma que isso está acontecendo,  várias outras informações estão sumindo

08:03

de maneira sem critério. E a resposta para isso é uma coalizão de bibliotecários, cientistas de dados e vários voluntários que estão se mobilizando para conseguir preservar os dados públicos que estão sendo ameaçados. O movimento se chama Data Rescue Project. Eles se organizam através de fóruns no Reddit, por exemplo, onde tem o Data Horder, que quer dizer acumulador de dados. E por conta desse esforço, eles já conseguiram salvar vários dados que estavam na fila para ser deletados, inclusive

08:32

uma réplica funcional do antigo site do CDC,  que é o órgão de saúde dos Estados Unidos, que capitaneou esse combate à pandemia.  Isso é uma ameaça,  não só à transparência, à memória do que aconteceu, mas também à possibilidade de gente conseguir aprender o que aconteceu, porque, por mais doloroso que fosse, se a gente descobriu um dia que os lockdowns não serviram pra nada,  seria muito ruim admitir isso pra alguém como eu, que defendeu isso à besta, baseado na ciência, acreditando…

09:01

que a estava fazendo melhor seria doloroso,  é importante se for o caso e sem as informações a gente nunca vai conseguir averiguar e saber o que está acontecendo. A The Verge também fez um artigo falando sobre o que acontece quando a internet desaparece. Quem ouve o RESUMIDO há muito tempo sabe que isso é um assunto caro para mim,  eu presto muita atenção nisso, eu tenho quase que uma paranoia de perder os meus arquivos, seja um foto, seja o que eu já publiquei online, eu já perdi muito artigo e reportagem que eu fiz para jornais.

09:28

e que só foram publicadas online, que desapareceram por conta de alguma mudança de sistema. Eu mantenho o meu blog, apesar de não estar atualizando ele já há bastante tempo, o urbe.cc. Eu até hoje mantenho o pago pra manter ele online, porque eu escrevi 20 anos ali. Tem um monte de informação legal sobre uma época que eu acho importante estar acessível e catalogada. Mas nem tudo tá durando dessa forma. E hoje em dia isso já é um problema, link quebrado.

09:56

Plataforma que deixa de existir, Você imagina as coisas que foram escritas numa besteira como um orkut.  Desapareceram, quem não salvou aquilo ali, quem não salvou os arquivos quando teve oportunidade, sumiu. Plataforma de blog,  site que deixa de existir, porque a pessoa para de atualizar e para de pagar a hospedagem e some aquele dado.  E nessa reportagem da The Verge fala que 38 % das páginas que eram acessíveis em 2013 já não estão mais disponíveis hoje. Isso é quase metade da internet que existia em 2013.

10:26

Eu acho até que eu já falei sobre essa pesquisa aqui no RESUMIDO. E a loucura disso tudo é que hoje em dia quase tudo é publicado nessas plataformas que não têm nenhuma obrigação em manter e preservar esse material. O arquivo pode ser apagado a partir de decisões políticas, econômicas, técnicas, que podem não ter nenhum mérito cultural, simplesmente sumir. Essas plataformas treinam o modelo GA com esse conteúdo para depois gerar conteúdo artificial e pode ser que o conteúdo original que treinou aquele sistema

10:55

e deixe de existir. Isso pra não falar de um modelo que ficou obsoleto, mídia corrompida, um monte de mudança tecnológica que acaba dificultando ou até impedindo o acesso à parte de conteúdos. E aí a gente vive esse falso mito da permanência digital, né? A frase é a internet é pra sempre, a internet não esquece. Mas esquece, muita coisa some se ninguém estiver salvado. E aí a gente fica e a mercê de legislações e práticas editoriais…

11:21

que acabam moldando o que vai ser preservado e o que não vai ser. Então a questão da nossa memória, pra gente poder aprender e ter acesso a tudo que gente está discutindo e criando nesses últimos 20 anos, é super urgente, porque muito disso vai desaparecer.  Bastante coisa que está na internet, como eu disse, já sumiu, muito mais vai sumir, e como vai ser daqui a muitos anos, quando gente precisar olhar pra trás e analisar esses momentos todos.

11:49

A preservação do conteúdo online é muito importante, até para impedir que um livro como esse sobre a pandemia acabe propagando inverdades que talvez não possam ser rebatidas simplesmente porque não existe mais arquivo, não existe mais informação para contrapor o que está sendo dito num livro como esse.

12:13

No Instagram do jornal O Globo tem uma entrevista muito boa com o fotógrafo que fez aquela imagem que viralizou do Bolsonaro durante a manifestação que ele organizou no Rio,  falando do alto do carro de som,  só que na janela atrás dele, nas janelas no prédio, tinha a frase escrita sem anistia. Essa foto aí bombou, todo mundo deve ter visto essa foto. E foi feita uma entrevista com o fotógrafo. E nessa entrevista o fotógrafo conta como ele…

12:41

se preparou para tirar aquela foto desde o momento que ele se posicionou, que chegou àquela possibilidade, de onde ele decidiu esperar o Bolsonaro chegar ali. As pessoas que conversaram com ele durante o evento, vendo ele com uma câmera,  o risco que ele correu, inclusive ele dizendo que não podia dar muitas informações,  não queria dizer nem que era um fotógrafo do Globo, para não correr o risco de ter alguma animosidade no público, só que parece que as pessoas esquecem desse aspecto da internet.  Ao ele dar essa entrevista e ir ali falando

13:11

a história de um trabalho bem feito, ele acabou botando a cara. E quando ele bota a cara, tudo que ele falou, tudo que ele fez pra preservar a identidade dele foi por água abaixo, porque agora todo mundo sabe que ele é esse fotógrafo, então não sei quando é ele vai conseguir fazer outra foto dessa. Mas é algo a se pensar,  Até onde a gente consegue divulgar as coisas sem estar correndo algum risco.

13:33

No episódio 303 eu falei sobre um futuro em que os drones podem começar a estar voando na nossa janela, a gente não tem nenhum controle sobre isso e como isso de certa forma já está acontecendo. E agora uma reportagem da Hollywood Reporter falou justamente sobre isso, o crescimento do uso indevido de drones que estão cada vez mais sendo usados para espionagem, invasão de privacidade e até para logística de assalto. Tem vários casos já com celebridades em Los Angeles, eles citaram a Emilia Clarke.

14:01

o casal real inglês, a Harry e a Megan, que falaram que já tiveram drone sobrevoando suas casas. Também tem casos de sets de filmagem com drone sobrevoando, tentando conseguir imagens. viu na última Copa do Mundo também técnicos usando drone para espionar outros times. Ou seja, os drones estão aí, como eu falei, sendo usado até para estratégia de roubo.

14:25

e a gente não tendo uma política muito clara ou nenhuma maneira de como conter, né? Porque os drones estão evoluindo muito, eles estão ficando mais silenciosos, estão ficando mais rápidos e mais indetectáveis, inclusive. Isso vai dificultando até como você combater. Inclusive, existe um limite legal, porque você não pode derrubar um drone, mesmo num espaço aéreo particular, no caso dos Estados Unidos, porque tem uma legislação que classifica os drones como uma aeronave, e você não pode, como civil, derrubar uma aeronave. Então, fica um buraco legislativo aí sobre como

14:54

como se defender disso. E aí a reportagem fala sobre sistemas de proteção doméstica que, não podendo derrubar o drone,  partem para outros tipos de solução. Por exemplo, um sistema que detecta a chegada de um drone e automaticamente acende luz da casa para tentar ofuscar o drone,  apaga as luzes da casa, abaixa a cortina automaticamente. Isso tudo acontecendo numa escala muito pequena, mas eu acho que já já a vai ver isso mudar e vai passar a ser uma preocupação para quase todo mundo.

15:23

Eu fico, como disse no episódio 303, pensando como é vão ser essas entregas por drone e como isso vai afetar nosso dia dia. Eu não consigo imaginar um monte de drone passando na janela e isso não ter problema. E curiosamente, para fechar esse bloco de cultura digital, uma notícia também relacionada a efeito da pandemia, no caso o home office. A justiça do trabalho rejeitou um pedido de denização de um analista que alegou que ele se lesionou trabalhando no home office e queria uma… Hidenização da empresa.

15:53

Só que no caso, a lesão foi a seguinte, ele foi mordido pelo próprio cachorro. E ele alega que ele não foi orientado sobre o perigo de ter um cachorro enquanto trabalhava no home office. Parece engraçado,  Parece meio absurdo o pedido, mas a verdade é que é mais um buraco legislativo, né? As pessoas vão trabalhar no home office,  mas com o próprio equipamento,  qual o horário de trabalho? O que acontece num acidente doméstico se ele está no horário de trabalho?

16:21

Ele pode alegar, por exemplo, poderia não estar em casa, poderia não estar com cachorro, poderia estar em outro lugar e não ali naquele momento trabalhando. Então o trabalho tem sim um papel nesse acidente doméstico que passa a um acidente de trabalho. Então, quando gente fala de pandemia, mudanças que vieram, dessas mudanças digitais que a gente atravessa, tem tanta coisa que isso interfere, tem tanta coisa que isso afeta, que às vezes é difícil entender.

16:48

o tamanho da reconstrução social que a gente tem que fazer pra acomodar isso tudo.  E isso porque eu nem tô falando aqui especificamente ainda de inteligência artificial, né? Mas vamos pra esse bloco agora.

17:02

Agora é o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais.

17:14

GTC!

17:22

Que ano incrível!  Semana passada, Nvidia realizou o seu evento, a sua conferência, e reuniu mais de 25 mil participantes em São José, na Califórnia, que perto de São Francisco, e isso consolidou o evento como um dos principais da indústria de inteligência artificial.  Muita gente está chamando isso de o Super Bowl da IA. O CEO da Nvidia, o Jensen Huang,  apresentou a próxima geração dos chips da empresa,  mostrou um robô…

17:51

Falou de várias previsões para 2026, mas apesar do otimismo todo apresentado nessa conferência, ainda tem bastante dúvida sobre o resultado dos altos investimentos e assis vai reverter em lucro propriamente, né? Hoje em dia, como a gente sabe, tem vários serviços que ajudam a gente a escrever mais rápido, a processar uma imagem. Isso não é exatamente revolucionário, tem que ver se tudo que está sendo prometido vai de fato chegar.  Entre as parcerias que eles anunciaram, teve uma colaboração com a General Motors,

18:20

uma com a Disney Research, uma com o Deep Mind do Google, pra começar a ampliar essa atuação em robótica. Aliás, eu tô separando vários links aqui pra falar sobre humanoides de IA e robótica, que é um campo que estar crescendo bastante, e eu tô curioso, porque me pareceu meio absurdo há pouco tempo,  mas tem tido muito avanço. Mas isso é papo pra um outro episódio. E também falando sobre IA, o Robert De Niro, o ator…

18:45

falou que tá todo mundo preocupado com uso de A na produção cinematográfica. Ele acabou de filmar o The Outer Knights, que é um filme que ele interpreta um mafioso,  um tipo de personagem clássico do Deniro, e nesse filme ele vive dois personagens, só que eles não usaram inteligência artificial pra criar esses dois personagens, né, o personagem duplo. Foi tudo feito com maquiagem, feito visual tradicional, mas ele chegou a dizer que a voz dele foi um pouquinho manipulada digitalmente pra ter…

19:15

dois tons diferentes, né, nesse filme que foi gravado já há dois anos. Mas mesmo que o De Niro admita que tem vários usos promissores da tecnologia de IA, ele afirma que a IA não pode substituir as pessoas. Então ele defende o papel dos humanos na produção do cinema, né, isso é uma fala que já vem refletindo bastante da visão da indústria do cinema,  praticamente os atores e os criadores contra os estúdios que querem…

19:43

poupar dinheiro e automatizar vários dos processos. Eu só nunca acredito que sem humano nada disso funciona. Eu acho que tem ter alguém que sabe do que aquilo se trata para conseguir fazer os comandos com bastante conhecimento do que está tentando atingir com essas ferramentas digitais. E apesar dessa visão pró-humanos, a Ars Technica citou um estudo que foi feito na Suécia e na Alemanha que analisou vários memes em categorias como trabalho, comida, esportes.

20:10

e comparou as criações dos humanos sozinhos, dos humanos com IA e da IA sozinha, criando legenda para esses memes. A produtividade, obviamente, aumentou com o uso de IA, e o que mais chamou a atenção desse estudo é que ele demonstrou que os memes que foram criados com IA, usando o GPT-4-O,  superaram os humanos no quesito humor e compartilhamento médio. Ou seja, os memes que foram criados por IA foram mais compartilhados e foram considerados mais engraçados.

20:40

Puro humanos. Isso é um pouco preocupante, mas um pouco contra o que o Deniro acabou de falar. E outro caso também envolvendo cinema e conteúdo criativo, foi abordado pela Variety, a revista de cinema,  sobre um filme que é o primeiro completamente dublado usando IA. É um filme sueco de ficção científica e vai ser o primeiro longo estrangeiro que vai estrear nos Estados Unidos com uma dublagem em inglês totalmente sincronizada. Ou seja, não é só a dublagem, é também a IA…

21:09

interferindo no movimento dos lábios. Vai parecer que os atores estão falando inglês. Isso é uma coisa que foi bastante comentada quando começaram a aparecer os deepfakes, né? O futuro em que a gente ia ver qualquer filme, em qualquer língua, sem ter cara de dublagem, né? Os movimentos da boca iam estar casando, como está sendo dito. E esse é o seu primeiro filme. É um filme chamado UFO Sweden e está programado para ser exibido em 100 salas da rei de AMC Theaters, que é uma…

21:37

distribuidora bem grande,  de sala de cinema nos Estados Unidos, uma rede bem grande. E essa inovação aí promete aumentar o alcance. Agora, imagina, o Ainda Estou Aqui dublado dessa forma, será que teria o mesmo impacto? Eu prefiro ouvir qualquer filme na seu idioma original. Pode ser coreano, pode ser o que for, sem entender nada, mas a intenção, a entonação, tudo faz mais sentido, né? Não tem muito sentido você ver.

22:03

naquele cenário as pessoas falando português fica meio tipo guerra nas estrelas em que todo mundo fala inglês, era uma coisa que meu filho falava direto, ele falava ué, mas eles estão em outro planeta, em outra galáxia e todo mundo fala inglês, é isso né, a assume como uma linguagem universal, um inglês ou qualquer outra, e não é né, cada lugar tem a sua nuances, cada lugar tem o seu jeito de falar, sei se essa dublagem funciona tão bem assim, mas eu fiquei um pouco curioso pra ver. Ah!

22:29

Aliás, o nome do filme em inglês vai ser Watch the Skies, UFO Sweden é o nome original. E como a gente já previa, a gente vai vendo cada vez mais os sistemas de IA começarem a dominar alguns aspectos da nossa vida. Agora a está falando bastante sobre os agentes de IA autônomos, ou seja, são agentes de IA que além de darem respostas também tomam ações. Você pode ter um agente de IA que você pergunta qual o melhor…

22:56

dia para viajar para determinado lugar, fala, data é tal, você fala, agora encontra e compra uma passagem e ele vai encontrar e comprar uma passagem em seu nome para o determinado local que você perguntou. Isso é uma mudança muito grande, né? Porque você passa de nível em termos de risco. Se antes o grande risco era uma resposta errada, agora pode ser uma decisão errada.  A matéria da MIT Tech Review que falou sobre isso, inclusive relembra um caso dos anos 80.

23:23

do mísseo que quase foi disparado e só não foi disparado por um sistema autônomo, porque esse sistema previa uma supervisão humana. E a matéria da MIT Tech Review fala muito sobre isso, sobre os níveis de autonomia desses sistemas e como ele aumenta o risco quanto menos ele tem supervisão humana. Então, uma das soluções é manter sempre esse aspecto da supervisão humana como parte desses sistemas,  entregar autonomia completa para um sistema de ar.

23:52

Que é propenso a erro, que a gente vê no dia a dia usando chat GPT, que o absurdo que comete, é muito risco. E quanto mais a gente entrega a nossa vida pra isso, mais arriscado as coisas vão ficando. Uma reportagem da Axios falou sobre o aumento do uso de IA’s como uma forma de terapeuta pelas pessoas. É uma divisão crescente,  cada vez tem um abismo maior entre as pessoas que consideram e confiam no suporte emocional da IA e nas pessoas que consideram isso inaceitável.

24:20

Mas a popularidade só cresce. Entre os jovens, 55 % dos americanos, entre 18 e 29 anos,  se sentem mais à vontade pra falar com uma IA sobre a sua saúde mental.  Vários usuários acreditam que a empatia da IA pode beneficiar mesmo que ela não seja real. Agora isso é uma loucura completa, né? Porque a pessoa fica à vontade de falar pra uma IA, e muito disso tem a ver com o fato que você sabe que não tem um humano do outro lado, que você não vai ser julgado.

24:49

Se você for julgado, nem alguém que possa espalhar nada pra ninguém, você não fica tão vulnerável. Mas o ponto inteiro de você fazer terapia é justamente você trocar com outro humano, pra você poder ter essa troca. Quando você se esconde dessa relação, como eficaz é você fazer uma terapia? O que adianta você falar isso tudo pra um robô, receber as respostas, e você não ter coragem depois de se colocar no mundo com o que você tá aprendendo sobre você mesmo? Então eu acho que isso é…

25:17

é uma empatia falsa e que vai gerar uma falsa melhora nas pessoas.  Você aceitar um robô como um terapeuta é um conflito pra muita gente, é um risco de uma desumanização das relações humanas, do que significa você ser um ser humano. E a reportagem também fala sobre o efeito placebo dessas terapias, A pessoa tendo uma crença que aquela ferramenta tem valor.

25:46

Talvez de fato ele tenha alguma melhora, mas eu acho que o aspecto que a pessoa tá evitando um contato com um humano pra falar sobre essas questões já é problemático por si só, porque isso quebra completamente a expectativa do que deveria ser uma terapia. E não é só isso, a Wired fez uma análise da Sora, é um modelo de geração de vídeo da OpenAI, e o resultado dessa análise é que o modelo é completamente sexista.

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ele apresenta vários papéis de gênero estereotipados, os homens aparecendo com autoridade,  mulheres em função de cuidado, de suporte, não tem uma estética diversa, tudo homogêneo, todo mundo é jovem, todo mundo é magro, quase todo mundo tem uma beleza convencional, quase sempre branco, tem problemas de representações capacitistas, tem problema de relação racial e relações sexuais distorcidas, uma dificuldade em representar casais interraciais, tem vários problemas ali nessa aparência de…

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imagem de banco de imagem, uma coisa meio falsa, problema em composição de cena. Se as inteligências artificiais têm esse problema de representar a nossa humanidade visualmente, você imagina intelectualmente,  emocionalmente, qual o resultado que isso pode ter numa terapia de IA. Então, por mais que a gente possa usar pra tirar dúvidas, pra trocar, às vezes vale a pena, você não precisa abafar uma coisa que você não consegue falar com ninguém.

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e ter ali aquela resposta mediana da IA sobre aquele tema, isso não vai satisfazer, não vai resolver as questões que muitas vezes só vão ser resolvidas com uma provocação de uma outra pessoa, com alguém que vai conseguir ler um sinal no seu olho, uma tensão no seu rosto e conseguir te provocar e falar o que você não quer ouvir, e aí sim você conseguir chegar onde você precisa chegar. Esse momento que a gente está vivendo, em que as inteligências artificiais já estão entrando no nosso dia a dia,

27:37

sem estarem prontas para isso, para mim é o maior ponto de preocupação. Então, eu sempre recomendo muito cuidado com uso que se faz dessas tecnologias,  daí, você tem que saber o que você está usando e para que você está usando, para otimizar tempo, para otimizar trabalho braçal, algumas coisas sim servem, mas para muitas outras não servem ainda não. Então, não se deixe enganar e ainda confie nos humanos. Vai ser melhor.

28:03

Quinta-feira sai mais uma edição da newsletter O Futuro Explicado, a newsletter do RESUMIDO. Se você ainda não assina, corre lá em RESUMIDO.cc bar newsletter pra você garantir que vai chegar no seu inbox. Essa semana eu vou falar sobre pornografia no Spotify,  sobre a obsessão das pessoas com a presença online do ex das suas pessoas amadas, sobre brasileiros faturando com a criação de mulheres virtuais para criar perfis no OnlyFans.

28:30

Sobre a nova propaganda da Apple com o Pedro Pascal dançando funk e muito mais coisa. Então não deixe de assinar a newsletter no futuro explicado. RESUMIDO.cc barra newsletter.

28:45

E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam nosso comportamento.

28:54

Como falei no bloco de A,  a General Motors firmou uma parceria com a NVIDIA para usar a plataforma Drive Hyperion 9 para acelerar o desenvolvimento da direção autônoma e da IA embarcada nos carros da GM.

29:21

A estratégia é posicionar a GM como uma empresa de tecnologia e mobilidade, não só de carros, e a meta é integrar essas inovações em todos os modelos até 2025, para tentar se equiparar a concorrência com a Tesla e até a Apple, que dizem que um dia vai lançar um carro. Agora, a competição é com a China hoje em dia. A BYD, montadora chinesa de carros elétricos, anunciou uma nova tecnologia de recarga ultra rápida para os veículos elétricos.

29:49

Como você sabe, a recarga do veículo elétrico é um grande problema, eles têm autonomia. Na maior parte, às vezes, alguma coisa é um pouco abaixo de 500 km, o que impede você usar um carro desse para uma viagem longa, por exemplo. Se não tiver um posto para você abastecer o carro, nesse posto vai ter fila e você vai demorar lá, sei lá, o tempo carregando o seu carro, que não é rápido como botar gasolina. Isso é uma grande barreira para a expansão dos carros elétricos para o uso mais difuso. Esse novo sistema de carregamento da BYD

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promete entregar 470 km de autonomia em 5 minutos,  numa potência de 1000 kW. É o dobro do que a Tesla oferece.  E esse lançamento aconteceu na noite de segunda, e junto com esse lançamento também foram anunciados dois novos modelos já equipados com essa inovação. Para acompanhar esse lançamento, a BeoID anunciou também a construção de mais de 4 mil estações de recarga na China, o que vai consolidando essa aposta deles em infraestrutura,  Tem o carro e tem…

30:46

a recarga das baterias, que é uma parte muito importante. Isso aí é uma péssima notícia para a Tesla. A Tesla já viu as ações caírem quase 40 % em 2025,  muito por conta do que o Elon Musk vem fazendo e falando desde que ele passou a trabalhar no governo. Existem muitas questões entre os investidores, como é que ele está dividindo o tempo dele, entre SpaceX.

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Starlink, Tesla e o governo, então começa a ter dúvidas sobre isso. A verdade é que a Tesla tem um mercado protegido nos Estados Unidos porque os carros da BYD, são muito mais baratos, não podem entrar lá, as tarifas são altíssimas e prometem ficar ainda mais altas, com essa nova política tarifária proposta pelo Trump. E por conta dessa participação política da Tesla,  começou a ter muitos protestos nos Estados Unidos com gente vendendo o carro, não querendo ser um dono de um Tesla, tendo vergonha de ter um Tesla.

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e também manifestações mais violentas incendiando carros da Tesla. Teve isso em Las Vegas, teve isso já em outras cidades,  incendiaram modelos da Tesla mais básicos, o Cybertruck, também vandalizaram já alguns carros. Então tem um movimento chamado Tesla Take Down, as autoridades dos Estados Unidos estão associando essas ações violentas com esse movimento. Os ativistas estão acusando o Elon Musk de usar essa influência política que ele tem agora sem ter sido eleito.

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e por conta disso estão promovendo esse boicote da marca.  O presidente Trump já declarou que esses ataques aos veículos da Tesla, especificamente, vão ser tratados como terrorismo doméstico. Então vai virando uma grande questão política mesmo dentro dos Estados Unidos a se posicionamento da Tesla e a presença do Musk no governo. E para completar, vídeo do youtuber Mark Rober viralizou mostrando uma falha no sistema da direção autônoma do Tesla.

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Ele é um ex-engenheiro da NASA, ele muito famoso no YouTube por vários testes que ele faz, coisas bem complexas, e ele resolveu comparar dois sistemas de direção autônoma. Um é o LIDAR, que usa vários sensores para poder tomar as decisões do carro, e o outro era o Tesla, que usa um sistema de câmaras que para muitos é muito mais limitado. Ele fez vários testes com os carros, incluindo neblina,  aparições repentinas de um boneco representando seres humanos na frente do carro.

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para ver se os carros freavam ou não, e os carros da Tesla foram falhando repetidas vezes, e o teste mais estriônico, o teste que viralizou mais, foi uma pintura que ele fez, como se fosse um desenho do Papa Légua, no meio da estrada, simulando o horizonte, para ver se o carro ia atravessar aquela pintura ou se ia frear.  Os carros usando o sistema LIDAR conseguiram parar, teve um desempenho muito bom em todos os testes, e os carros da Tesla falharam, quase todos, inclusive esse do muro pintado, que saiu atravessando

33:35

como se fosse real, porque a câmera não conseguiu captar e reagir em tempo real. Já estão tendo algumas críticas ao vídeo, ao experimento, porque estão dizendo que o que ele usou no carro não foi o autopilot, o piloto automático, e sim a direção assistida. E a direção assistida implica que o motorista esteja envolvido, esteja dirigindo na hora de conduzir. Ele tem auxílio no sistema automático, mas o carro não está operando de maneira autônoma. Se foi isso de fato que ele fez praticamente invalido o teste.

34:04

Porque isso é uma comparação que fica injusta, né? Pro lado de cá, a Embraer, conhecida mundialmente pelos aviões, né? Made in Brazil. As pessoas acham que a gente não faz coisa muito avançada que no Brasil a faz. Faz um dos aviões mais usados no mundo. E eles estão planejando o primeiro voo do seu Evitoll para 2025. O Evitoll é um carro voador. É um veículo que decola verticalmente, decole e pousa verticalmente.

34:32

E a Embraer acredita que o Brasil pode liderar a implementação da aviação elétrica urbana.  Então, uma das maiores expectativas que a gente tinha pro ano 2000, que era ver carro voando, também em 2025, a gente ainda não viu, será que vai ser o Brasil que vai lançar o carro voador? É. Vamos ver, eu estou aqui falando de drone na janela, imagina carro voando, Caraca, Blade Runner está aí.

34:59

E na categoria de notícias eu avisei, o Washington Post publicou que a empresa de testes genéticos 23andMe está entrando em falência e vai começar a vender os ativos que eles têm. Sabe qual os ativos que eles têm? Os dados DNA de quem enviou lá a sua mostrinha de saliva para poder saber a sua ancestralidade e alguns outros dados genéticos. Eu falei sobre isso acho que no ano 1 do RESUMIDO do risco que era você enviar isso para uma empresa…

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privada, eu não gosto de cadastrar nem em biometria em academia, por exemplo, porque eu sei onde esse dado vai ser armazenado, o que dirá o meu DNA, que eu nunca enviei para lugar nenhum ainda bem, porque um dos riscos era esses dados serem compartilhados ou vendidos, por exemplo, para uma seguradora de saúde que poderia, com base nesses dados, decidir que a sua pólice de seguros ia ser mais cara por conta de alguma propensão, alguma doença que poderia ou não vir. Esse era um dos riscos.

35:53

Mas para esse risco se materializar, esses dados tinham que cair na mão das seguradoras. Pois bem, com a 23ME agora falência, esses dados vão ser vendidos, vai saber quem que vai comprar.  Então, se você fez algum desses testes, 23ME, você pode solicitar que os dados sejam apagados, eu recomendo que você faça isso o quanto antes, antes que eles já sejam vendidos para algum lugar. Se você fez isso em alguma outra empresa, eu recomendo você fazer o mesmo pedido, porque isso é um risco muito grande e está aí.

36:22

Parecia só uma paranoia, se materializou, a Tanny Dream faliu e os dados de quem mandou o seu DNA pra lá estão aí, a risco de serem comprados por qualquer um.

36:42

Hora de relaxar com as dicas de ver, ler e ouvir.

37:00

Série mais comentada dos últimos dias, Adolescência estreou na Netflix semana passada e conta a história de uma investigação da morte de uma aluna de uma escola e da prisão de um colega de 13 anos como um principal suspeito e de como as suas vidas digitais fazem parte disso tudo.

37:22

A série mergulha em várias questões, fala de masculinidade, de bullying, de isolamento, de parentalidade e tudo isso num formato bem usado. Cada episódio é um plano sequência, filmado tudo sem corte. E os elogios têm sido grandiosos, é de obra prima emocional e tecnológica,  melhor série da década e a adolescência não oferece respostas fáceis sobre como vencer esse abismo geracional,  mas ajuda a ensinar o cuidado que a gente tem que ter com as telas e a vida online

37:50

dessa mulecada aí, crianças e adolescentes.  Então, vale a pena assistir se você tem interesse nesse tema.

38:15

Produtor britânico mais pirado da paróquia, o Aphex Twin,  lançou uma playlist feita para marca de streetwear Supreme e está disponível no Spotify e no YouTube.  Ela foi descrita pelo Apex Twin como majoritariamente suave e a seleção viaja por várias épocas, estilos, vai do Jazz ao Slow Mo Funk,  faz várias referências experimentais e tem espaço para surpresas não convencionais. Tem uma instrumental atmosférica Theme for Great Cities do Simple Minds.

38:44

Pode ser em susto que se tem o nome do Aphex Twin é certeza de coisa boa. A playlist se chama Mostly Mellow, só você buscar por isso no YouTube ou no Spotify, mas eu vou linkar também lá no RESUMIDO.cc junto com todos os outros links que eu comentei por aqui. Se você não conhece o site do RESUMIDO, passa lá que é muito bom para você aprofundar as suas pesquisas. E como eu falei,  não deixa de seguir o RESUMIDO nas redes sociais, em arroba.RESUMIDO.podcast. Vamos fazer bom uso das redes sociais.

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Nesse episódio você ficou sabendo o resultado do teste de sistema de direção autônoma da Tesla feito por um youtuber.  Que a BioID lançou uma tecnologia de recarga ultra rápida, que questionamentos tardios das medidas tomadas durante a pandemia ignoram o contexto da época,  que milhares de arquivos e páginas governamentais estão sendo sistematicamente apagados nos Estados Unidos,  que o evento da Nvidia virou um acontecimento no mundo de IA, que memes criados por IA são considerados mais engraçados que os feitos por humanos,

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que o primeiro filme com dublagem sincronizada por IA vai chegar aos cinemas, que carros voadores brasileiros podem ser o futuro e muito mais.  Se você gosta do RESUMIDO, recomenda pra mais gente, me ajuda a fazer esse programa crescer, não deixa também de curtir, assinar, seguir, dar 5 estrelinhas e deixar uma resenha na plataforma que você estiver escutando esse episódio agora.  Vai lá, manda no WhatsApp pra uns amigos, pra família, posta no stories, vamos divulgar o RESUMIDO. Se você puder fazer isso, eu te agradeço demais, se for no Instagram eu reposto todo mundo, hein?

40:14

O RESUMIDO é produzido e apresentado por mim, Bruno Natal. O roteiro é escrito por mim, pelo Agenor Neto, com a colaboração do Carlos Calbuco Albuquerque. O Cauê Marques coedita o roteiro, a newsletter o futuro explicado e também as redes sociais que contam com animações do Peri Selman e design do Filipe Araújo. A edição e mixagem é feita pelo Hugo Rocha,  a foto da capa é do Jorge Bispo e o tema original foi composto pelo Gustavo Silveira. Eu sou Bruno Natal, obrigado pela audiência e semana que vem tem mais RESUMIDO.