Transcrição
Transcrição EP. #251
Olá, eu sou o Bruno Natal, hoje é dia 20 de fevereiro e no RESUMIDO número 251: a era da imaginação, excesso de auto documentação online, Bard virou Gemini, identidade falsificada, podcasts de atletas e muito mais!
Vamos nessa, RESUMIDO!
INTRO
Olá RESUMISTA!
Esse é o RESUMIDO, um podcast sobre cultura digital e o impacto da tecnologia em todos os aspectos das nossas vidas.
Quem ainda não viu, atenção nas mensagens da lista de transmissão no Whatsapp e no Telegram que mandei esses dias com o link para assinar a newsletter do RESUMIDO. Na primeira edição vou explicar o porque de uma newsletter.
Se você não faz parte das lista de transmissão, é só mandar me me mandar um oi pelo Whatsapp e Telegram para:
- 97 969 58 48
Vou postar o link para assinar também no resumido.cc, com todas as notícias comentados em cada episódio e também no @resumido.podcast no Instagram, threads e TikTok e no @urbe Twitter.
Aliás, comecei a publicar vídeos no reels e muita coisa nos stories, então se você ainda não segue o RESUMIDO por lá, não deixar de fazer isso pra não perder os conteúdos. [VINHETA DE PASSAGEM]
CULTURA DIGITAL
Vamos de Cultura Digital e como nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade.
BIG STORY:
When Social Media Sound Effects Meet Electronic Music
6 camera shutter sound effects
SOCIAL MEDIA SOUNDS
Most popular social media app / SOUND EFFECTS
Na semana passada falei aqui sobre como as pessoas precisam transformar tudo em torno delas, do trabalho à vida pessoal, em um produto digital para ser transmitido online. Essa semana li um artigo na Dazed que fala sobre como estamos vivendo uma era da auto-documentação exagerada. A prática de registrar meticulosamente cada aspecto da vida cotidiana provoca uma reflexão: essa obsessão em documentar tudo está causando uma inversão do fluxo. Hoje em vez de estarmos no momento, priorizamos enquadrar as coisas melhor forma para serem transmitidos online. Quem nunca se pegou pensando em como filmar ou fotografar algo pra postar em vez de estar vivendo que está acontecendo bem na sua frente? É uma deformação do tempo presente.
Em 2012 um autor cunhou o termo”Facebook eye” para descrever uma tendência que viria de encararmos nossas experiências através de uma lente que prioriza o engajamento nas redes sociais, em busca de curtidas e comentários. Se antes era um exercício de futurologia, hoje é a mais pura realidade. Ficamos formulando tweets na nossa cabeça durante experiências marcantes, fotografando nossas refeições antes de consumi-las, ou pensando em comentários inteligentes para filmes antes mesmo de terminar de assistir
No mês passado, uma edição da escritora Freya India intitulado “Você Não Precisa Documentar Tudo” viralizou. A inspiração foi um vídeo da virada de ano em Paris que mostrava centenas de pessoas filmando os fogos de artifício e a contagem regressiva, em vez de viverem o momento, você deve ter visto este vídeo. Muita gente pensou que era algo feito com IA, como ficou comum hoje em dia questionar qualquer coisa, mas o vídeo era bem real. Ela argumenta que a justificativa de querer “lembrar das coisas” muitas vezes mascara o verdadeiro motivo, que é a busca por atenção.
A necessidade constante de registrar os momentos mais íntimos, desde o nascimento dos filhos e funerais dos pais até pedidos de casamento, não apenas gera estresse e depressão, como várias pesquisas demonstram, mas também consome um tempo precioso de nossas vidas. E nessa, daqui uns anos, podemos todos nos arrepender do tempo desperdiçado documentando, editando e filtrando nossas vidas para as redes sociais. Esse tempo gasto não volta mais e a verdade é que nós também não revisitamos muito estes conteúdos.
Pra tentar combater esta tendência, o Guardian falou de uma vila francesa com menos de 2 mil habitantes, chamada Seine-Port, que votou em um referendo para restringir o uso de smartphones em locais públicos, como ruas, lojas e parques. É uma tentativa de combater o excesso de tempo de tela e promover mais interações humanas. A medida não é aplicável pela polícia, mas serve como um incentivo para reduzir o uso do celular em espaços sociais. Além disso, se os pais concordarem por escrito em não fornecer um smartphone para seus filhos antes dos 15 anos, a prefeitura oferecerá um telefone básico apenas para chamadas.
O problema não é usar telas, postar ou mesmo perder tempo em redes sociais. A questão é quando por conta dos mecanismos destas plataformas nós não percebemos que estamos fazendo isso além da conta e até além do que gostaríamos. A questão do excesso de tela não é novidade. Felizmente, esse hábito bem cansativo começa a ser debatido e questionado.
CURTINHAS:
Enquanto a proibição de smartphones não vira regra, funcionários estão gravando suas demissões para postar no TikTok, uma tendência que, apesar de gerar solidariedade, pode ter consequências profissionais negativas ao longo prazo. Esse tipo de vídeo viraliza ao expor eventuais problemas da empresa, o que pode ser divertido pra quem tá assistindo, mas especialistas aconselham cautela, já que a exposição pode afetar futuras oportunidades de emprego, especialmente quando retrata a empresa de forma negativa.
Se as pessoas tão perdendo a noção do que falam e postam publicamente, no privado a coisa pode ser ainda pior. Um adolescente britânico foi preso e recebeu uma multa de 22 mil libras por uma piada feita no Snapchat que provocou um alarme de ameaça bomba em um voo de Londres para a Espanha. O rapaz achou boa ideia postar uma mensagem para os amigos dizendo que iria explodir o avião e que era membro do Talibã. O problema é que ele usou o Wifi do aeroporto e a mensagem foi interceptada pela inteligência britânica, o que levou as autoridades espanholas a escoltar o avião com um caça. Verma foi preso, mas as acusações foram retiradas já que o juiz considerou a piada inofensiva e feita em um ambiente privado. O mais importante dessa notícia é o seguinte: se você nem imaginava que usar uma rede wifi pública é um risco de privacidade enorme, agora ficou sabendo.
Estamos sendo monitorados o tempo todo e isso não pode ser esquecido, você provavelmente passa boa parte do tempo sendo gravado mesmo quando tá em casa. E não adianta nem ter uma tampa na câmara frontal do seu computador. Pra você ter uma ideia, um estudo do MIT revelou que sensores de luz ambiente em dispositivos eletrônicos, que ajustam o brilho da tela do seu computador ou celular automaticamente, por exemplo, podem ser hackeados para espionar usuários. As pesquisas demonstraram que esses sensores podem detectar posições das mãos, gestos e até rostos humanos. Os pesquisadores sugerem que fabricantes reavaliem as permissões padrão dos sensores e considerem alterar sua localização nos dispositivos para reduzir riscos sem comprometer o conforto do usuário.
A Anatel rejeitou a certificação do Flipper Zero, um dispositivo de US$ 200 capaz de clonar sinais NFC e RFID, por risco de atividades ilícitas. Você já deve ter visto esse aparelho por aí, ele é relativamente simples, mas é capaz de invadir redes públicas, até clonar cartões e outros aparelhos eletrônicos. Eu sempre quis ter um só para poder invadir caixas bluetooth na praia e dar um play no gemidão do zap ou desligar TVs em lugares públicos. Agora vai complicou. A decisão da Anatel foi criticada por entidades como a Electronic Frontier Foundation, que argumenta que o dispositivo poderia ajudar a identificar e corrigir vulnerabilidades de segurança se utilizado com essa intenção. O que é um grande “se”, convenhamos.
Um artigo da singularityhub chamou a atenção para o fim da era da informação e o início do que deve ser a era da imaginação. Segundo o artigo, este seria um período onde a criatividade e a imaginação serão os principais geradores de valor econômico. Com a automação eliminando empregos braçais e as tarefas repetitivas e mecânicas, os empregos que exigem criatividade e pensamento complexo vão se tornar os mais relevantes. E pra dar conta disso a educação precisa se adaptar, enfatizando habilidades de sobrevivência do século 21 e promovendo a criatividade, essencial em todas as profissões. A era da imaginação não apenas valoriza a economia, mas também permite imaginar e criar futuros desejáveis, evidenciando que a imaginação é mais importante que o conhecimento.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Agora é o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais
BIG STORY:
OpenAI Sora: The Age Of AI Is Here!
Essa foi a reação do youtuber húngaro Károly Zsolnai-Fehér, do canal Two Minute Papers, ao Sora, ferramenta de geração de vídeos a partir de texto anunciada pela OpenAI. Com 1 milhão e meio de assinantes e responsável pelas melhores narrações de análises tech em toda internet.
A empolgação não foi à toa, os vídeos ultra realistas divulgados pela OpenAI são embasbacantes. Publiquei alguns trechos, com comentários, no reels do Iinstagram do RESUMIDO. A Sora ainda não está aberta pro público.
Saber lidar com as IAs vai ser fundamental para essa nova era e na semana passada vimos um outro grande avanço nesse tipo de tecnologia. Ao contrário de modelos anteriores que se limita, à geração de imagens estáticas, como o Dall-e da própria OpenAi ou o Midjourney, o Sora expande o horizonte criativo ao produzir sequências de vídeo de até um minuto extremamente realistas.
Nas imagens divulgadas, o modelo cria cenas a partir de prompts de texto que vão desde uma mulher caminhando por uma rua de Tóquio iluminada por néons vibrantes, até mamutes caminhando por uma paisagem nevada. Você deve ter visto zilhões de posts com alguns destes vídeos passando pelo seu timeline e eles demonstram uma capacidade absurda de execução.
O Sora também é capaz de entender como os objetos e personagens devem existir e interagir no mundo físico, incluindo a capacidade de gerar cenas com múltiplos personagens, tipos específicos de movimento e detalhes precisos do sujeito e do fundo. Isso promete ser uma ferramenta poderosa para profissionais criativos, de artistas visuais, designers e cineastas, e também para fraudes e desinformação de todo tipo que se possa imaginar.
Maaaas… – ou você acho que não teria um mas? – parte de mim continua um bocado cético porque sei que não é bem assim que a banda toca. Uma coisa é ver uma imagem impressionante gerada pela Sora na qual eu não tive nenhuma participação, não pensei na cena, nem imaginei algo na minha cabeça. Então o que foi apresentado impressiona mesmo pelo realismo. Mas é uma coisa totalmente diferente uma ferramenta conseguir traduzir exatamente o que está na minha cabeça. Já travei o ChatGPT diversas vezes e desisti de supostamente “aumentar minha produtividade” quando percebi que tentar domar o robô pra executar o que eu queria que fizesse tomava mais tempo e dava mais trabalho do que sentar e escrever.
Todo mundo já passou por isso. Você faz uma solicitação, vem um texto ok em termos de estrutura, mas que precisa afinar alguns trechos. Você pede um ajuste no segundo parágrafo e vem um texto inteiro novo, inclusive com alguns trechos melhores que o anterior. Aí você pede pra manter trecho x, adicionar o trecho Y e daqui há pouco você tem um texto muito doido e mais opções para escolher do que pode imaginar e o que resta é pegar alguns retalhos pra começar o texto, descartar as partes de IA e escrever do zero. Vai ver serve pra destravar o processo, como dizem, mas eu sei lá. Ou então que você não deve esperar resultado final e sim um assistente, o que eu concordo. E se esse for o caso, alguns empregos não estão ainda tão em risco assim.
Agora, voltando pro Sora, quando falamos em imagem o processo todo é muito mais complexo. Do que se imagina, do resultado que vem, dos ajustes necessários… E muitas vezes, para ajustar tudo que precisa, você precisaria ter um conhecimento profundo de fotografia, direção de arte, de cena, etc, para conseguir deixar como imaginou. E isso pra não falar no que você sequer vai conseguir identificar porque não está gostando por não ter a expertise pra reconhecer.
Então é claro que vai adiantar muitos processso, ainda mais em audiovisual, que não é tão simples quanto sentar e escrever um texto, exige equipamentos caros e tudo mais, mas ainda acredito que os especialistas terão o seu lugar. Mesmo que sejam novos especialistas.
CURTINHAS:
Se depender da OpenAI, vamos ter cópias de nossas personalidades e detalhes pessoais disponíveis, ao menso pra ela, já que a empresa aprimorou o ChatGPT com uma função de memória. Agora o ChatGPT tem memória e consegue lembrar de detalhes das conversas anteriores com cada usuário. Se, por exemplo, um dia você perguntou qual o presente ideal para uma criança de 8 anos e daqui uns meses pedir ajuda pra elaborar um cartão de aniversário para o seu filho, o ChatGPT vai conseguir deduzir que é uma festa de 9 anos. O risco disso é o vazamento de informação. Se por algum motivo, um bug qualquer, os bancos de dados se misturarem, dados sensíveis que alguém possa ter digitado sobre seu trabalho ou vida pessoal, podem se tornar públicos e acessíveis por outros usuários que fizerem a pergunta da maneira certa. Ativar a memória do ChatGPT é opcional e o que é salvo pode ser apagado a qualquer momento, mas desativar a funcionalidade não impede totalmente que os dados das conversas sejam usados pra treinar o modelo de IA. A OpenAI garante que informações sensíveis como senhas ou números de segurança social serão esquecidas e está aberta a feedback sobre outros dados pessoais sensíveis.
Não por acaso, Sam Altman, CEO da OpenAI, está sempre expressando preocupações sobre os riscos potenciais da IA e falando de consequências perigosas mesmo sem intenções maliciosas de quem usa as ferramentas. Em uma conferência em Dubai, Altman destacou preocupações não com os possíveis “robôs assassinos”, mas sim com desalinhamentos sociais sutis causados pela IA. Ele defendeu a criação de um órgão internacional para regular a IA, semelhante à Agência Internacional de Energia Atômica, enfatizando que a indústria não deve se autorregular. Altman é um proponente vocal de regulamentações governamentais para a IA e aqui pode ter uma boa dose de marketing. Esse tipo de fala alarmista faz com que o produto dele pareça mais poderoso do que talvez seja. Vimos algo muito parecido com o caso da Cambridge Analytic, quando a denúncia de que Facebook havia sido usado para influenciar eleições pelo mundo, acabou atestando a eficiência dos algoritmos do Facebook e valorizando a empresa. O CEO da OpenAI ainda transfere a responsabilidade fiscalizar as IA para órgãos de regulação que ainda nem existem. Comigo não tá!
Um site está utilizando IA para criar documentos falsos, como carteiras de habilitação dos EUA e passaportes de vários países, cobrando US$ 15 por imagem. As falsificações são tão convincentes que empresas financeiras e corretoras de criptomoedas já aceitaram como verificação de identidade para abertura de contas. O processo para gerar uma carteira de motorista falsa envolve o fornecimento de uma foto de passaporte e os dados desejados, a IA cria a imagem do documento sobre um fundo que simula uma superfície real, como um carpete por exemplo, para parecer que foi fotografado no mundo físico. A tecnologia de IA usada para essas falsificações vem sendo desenvolvida há três anos, com criminosos buscando imagens de alta resolução e diversos ângulos dos documentos originais para criar modelos convincentes.
Justamente pelos riscos desse tipo de criação com IA, a Meta planeja rotular imagens geradas por IA no Facebook, Instagram e Threads para distinguir entre conteúdo humano e sintético. O recurso quer minimizar a disseminação de imagens falsas, especialmente em anos eleitorais. A identificação “gerado por IA” será aplicada a conteúdos criados por ferramentas externas, complementando a prática atual de rotular imagens da Meta IA. O Youtube também anunciou uma solução parecida para seus vídeos. Tem um grande desafio aí, ao menos em relação a imagens estáticas: basta dar um print screen e usar a imagem gerada a partir daí para toda marcas digitais desaparecerem. A medida é um começo e já ajuda a limpar ao menos o grosos das postagens sintéticas, principalmente as que serão criada também por bots. E espera-se que esse problema também seja solucionado em breve.
O governo dos EUA decidiu que apenas humanos podem registrar patentes. A orientação quer manter o foco na criatividade humana, apesar do crescente uso de IA no processo de invenção. A decisão visa esclarecer as proteções de patentes em meio ao avanço da IA, mantendo as pessoas no centro do sistema de patentes e abordando preocupações sobre a qualidade das patentes e potenciais litígios.
O Google unificou suas iniciativas de IA sob um único nome: Gemini. Anteriormente conhecidos como Bard e Duet, todos os recursos de IA do Google Workspace agora estão integrados sob o Gemini. A oferta de protudos ainda está um pouco confusa, mas a ideia é que o Gemini seja um Google Assistant turbinado e na prática vai combinar assistente, chatbot e mecanismo de busca.
Condensar tudo em um lugar só é o grande atrativo do Gemini, mas assim como outras IAs, fica a pergunta: quem paga pelo conteúdo consultado e reproduzido pela IA? A nova função “Browse for Me” do navegador Arc é um exemplo desse problema. A ferramenta resume resultados de pesquisa em uma única página, prejudicando a monetização de sites criadores de conteúdo, uma crítica que o Google também recebe em relação aos seus cards de resultados. Esse formato de resultado de busca pode privar sites de receitas de anúncios e assinaturas. Apesar de incluir links e citações, a função coloca em xeque os modelos econômicos da web, já que acaba gerando menos incentivo pro usuário clicar no link. E clicar no link é o que faz a internet corporativa parar de pé até aqui.
BIG TECH
E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam nosso comportamento.
BIG STORY:
https://youtu.be/svble0PLVu4?si=x2c2XzF1R7M8G0Kn
Esse foi um trecho do depoimento de Mark Zuckerberg no senado dos EUA duas semanas atrás.
Em 2023, as denúncias relacionadas ao abuso e exploração sexual infantil na internet atingiram um número recorde, com um aumento de 77% em relação ao ano anterior, totalizando mais de 70 mil casos reportados à Safernet. A ONG, que atua há 18 anos na proteção de direitos humanos online, observou também um aumento geral nas denúncias de violações, somando mais de 100 mil casos. Fatores como o avanço da inteligência artificial e as demissões em massa nas grandes empresas de tecnologia foram apontados como possíveis responsáveis por esse crescimento. Além disso, crimes como xenofobia tiveram um aumento expressivo, enquanto houve uma queda nas denúncias de racismo, LGBTfobia e misoginia, padrão que se altera em anos eleitorais.
A boa notícia é que parece que as grandes plataformas estão se movimentando para tentar melhorar a situação. A plataforma Take It Down, apoiada pela Meta e TikTok, foi lançada no Brasil para ajudar na remoção da internet de imagens íntimas de jovens. Destinada a pais, responsáveis, adolescentes e adultos, a plataforma visa combater a divulgação indevida de conteúdo íntimo e sextorsão, permitindo que as vítimas solicitem a remoção de fotos ou vídeos íntimos feitos das plataformas. Para isso a Take it Down utiliza um sistema de identificação digital para rastrear e remover cópias do conteúdo nas plataformas parceiras, garantindo a privacidade das imagens enviadas.
A OpenAI criou uma equipe dedicada ao estudo e implementação de políticas voltadas para a segurança infantil em relação ao uso da IA generativa. A equipe colabora com os setores de política de plataforma, jurídico e investigações da OpenAI, além de parceiros externos, para gerenciar processos e revisões relacionadas a usuários menores de idade. A iniciativa mostra uma preocupação da OpenAI em cumprir as políticas relativas ao uso de IA por menores, já que houve um aumento no uso de ferramentas de IA por crianças e adolescentes para auxílio escolar e questões pessoais.
Preocupados com esse tipo de uso, o governo de São Paulo intensificou o bloqueio ao acesso de redes sociais e plataformas de streaming em escolas estaduais, estendendo a restrição para conexões cabeada e Wi-Fi, com exceção de apps educativos. A medida é pra otimizar a infraestrutura tecnológica para usos pedagógicos. A lista de plataformas bloqueadas inclui TikTok, Facebook, Instagram, entre outras, mas não foi oficialmente divulgada pela secretaria de educação. Pesquisas indicam uma tendência crescente no uso de smartphones para fins educacionais entre estudantes mais velhos.
CURTINHAS:
Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe criminalizar a divulgação não autorizada de conversas em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. Batizado de “Lei Jessica Vitória”, em referência ao trágico caso da jovem que tirou a própria vida após ser vítima de boatos disseminados por perfis de fofoca. O objetivo da proposta é prevenir casos de abuso e violação dos direitos individuais e prevê responsabilização civil e pagamento de danos morais de até 10 salários mínimos, cerca de R$ 14 mil. Em 2021, o STJ já havia reconhecido que a divulgação de conversas privadas sem consentimento pode resultar em indenização por dano.
A rede Bluesky, mais um candidato a destronar o Twitter, agora está aberta para todos os usuários sem necessidade de convite. A rede social busca se destacar por ser de código aberto, permitindo maior transparência e personalização de algoritmos por desenvolvedores. A Bluesky aposta na descentralização e na colaboração dos usuários para inovação, como na criação de ferramentas de checagem de fatos e registrou mais de 850 mil novos cadastros um dia após abrir ao público, totalizando mais de 4 milhões de usuários.
Usuários do Apple Vision Pro que esqueceram a senha estão sendo obrigados a ir até uma loja da Apple para redefinir o dispositivo, uma vez que não é possível fazer o reset em casa. A Apple está desenvolvendo uma atualização que permitirá aos usuários apagar todos os dados do dispositivo em caso de esquecimento da senha sem precisar ir à loja, mas ainda não está disponível ao público.
DICAS DE VER, LER E OUVIR
Hora de relaxar com as dicas de ver, ler e ouvir.
NFL podcasts
Se você gosta de futebol americano e do 49ers, como eu, ainda está bem chateado com a derrota do Super Bowl. Mas o assunto não é esse. Tem uma tendência por lá que não sei se vai chegar ao nosso futebol, mas acho que vale apontar. Jogadores na ativa estão apresentando podcasts para analisar os jogos que participam e também dos adversários. É uma prática bem pouco comum em outros esportes, mas nos EUA entretenimento vem antes de tudo e a NFL é líder no quesito. Travis Kelce, o namorado da Taylor Swift tem um com seu irmão, Fred Warner do 49ers também o seu com sua companheira. Por aqui o comum ainda são podcasts em que jogadores, na maior parte das vezes ex-atletas ou nomes menos badalados, contam bastidores da bola. Se você gosta disso, o Charla Podcast sempre surpreende com boas entrevistas de quem menos se espera. A do André Balada, ex-Santos, é sensacional.
Pobres Criaturas
Novo filme de Yorgos Lanthimos e mais uma doideira surreal, Pobre Criaturas, estrela Emma Stone, que também produziu o filme, como Bella Baxter, uma jovem mulher ressuscitada, uma espécie de Frankstein, numa busca por autodescoberta e igualdade.
Tem que pegar
O carnaval acabou mas ninguém avisou ao João Brasil, o homem que nunca mais dormiu. Tem Que Pegar é um groovezão disco house pra embalar os rolés por aí, afinal, ainda é verão.
ENCERRAMENTO
Nesse episódio você ficou sabendo que vem aí a era da imaginação, que a overdose de posts está apagando o presente, que IA está sendo usada para criar identidades falsas, da popularização de podcasts feitos por atletas e muito mais!
Se você gosta do RESUMIDO, recomende pra mais gente, é muito importante e ajuda demais e não deixe de curtir, assinar, seguir, dar 5 estrelinhas e uma resenha na plataforma que você estiver escutando este episódio agora.
O RESUMIDO tem o apoio do Instituto Vero.
É produzido e apresentado por mim, Bruno Natal
O roteiro é escrito por mim e pelo Agenor Neto
com a colaboração de Carlos “Calbuque” Albuquerque
A edição e mixagem é feita pelo Hugo Rocha
As redes sociais são editadas pelo Lucas Vasconcellos, com design do Thiago Duarte e animações do Peri Semmelmann
A foto da capa é do Jorge Bispo
E o tema original foi composto por Gustavo Silveira
Sou o Bruno Natal, obrigado pela audiência e semana que vem tem mais RESUMIDO!