Transcrição
Transcrição EP. #250
Olá, eu sou o Bruno Natal, hoje é dia 06 de fevereiro e no RESUMIDO número 250: a inescapável autopromoção, deepfake rouba 127 milhões de reais, Facebook completa 20 anos, Vision Pro nas ruas, o primeiro implante cerebral humano e muito mais!
Vamos nessa, RESUMIDO!
INTRO
Olá RESUMISTA!
Esse é o RESUMIDO, um podcast sobre cultura digital e o impacto da tecnologia em todos os aspectos das nossas vidas.
CULTURA DIGITAL
Vamos de Cultura Digital e como nosso comportamento online ajuda a moldar a sociedade.
BIG STORY:
https://www.tiktok.com/@rickymontgomery/video/7309291526004149550
Hoje em dia o conceito de influenciador digital ficou bem mais amplo. Quase todas profissões demandam uma constante autopromoção em redes sociais, num marketing incansável de si mesmo para atrair oportunidades. Esse fenômeno está gerando uma leva de indivíduos exaustos e insatisfeitos dessa ciranda de publicidade pessoal, principalmente as gerações pré millenials e gen z.
Um artigo da Vox intitulado “Todo mundo tem que se autopromover. Ninguém quer” explica muito bem esse momento e já abre com uma afirmação forte: todo mundo é vendido atualmente. Até o final dos anos 90, meados dos anos 200, pouca coisa poderia ofender mais do que chamar alguém de vendido, uma pessoa que abre mão dos próprios ideais para se adequar ao status quo para conseguir se dar bem na vida. Na era das redes sociais e da opressão algorítmica, ser vendido é praticamente a regra para quem deseja alcance.
A reportagem analisa vários exemplos, como videos – publicados no TikTok, claro – pela cantora do Best Coast e do músico Ricky Montgomery falando sobre as consequências práticas desse modo de vida nos seus trabalhos artísticos. Música é um bom exemplo porque é relativamente fácil de mensurar a relação das demandas digitais com uma queda na qualidade das obras artísticas.
Hoje um único vídeo viral no TikTok pode construir uma carreira. Não por acaso, artistas de diferentes áreas, não apenas músicos, tem firmado contratos baseados na quantidade de seguidores que tem. Isso significa que os artistas precisam investir tempo na criação de vídeos que agradem o algoritmo para alcançar um público mais amplo. E rapidamente, criar vídeos para redes sociais vira o trabalho principal do artista.
O músico Rick Montgomery tem 1,7m de seguidores no TikTok e diz que mesmo tendo conseguido um contrato com uma grande gravadora por conta de um viral, a realidade não muda e até piora: agora ele precisa mais do que nunca manter e expandir sua base de seguidores se quiser ter atenção da sua gravadora.
O mesmo aconteceu com a autora de um livro que critica a atual necessidade de autopromoção online para avançar carreiras que não conseguiu publicar os seu livro porque, ironicamente, não tem uma audiência grande o suficiente. Mais do que ter o que falar, os profissionais hoje tem que ter quem os ouça. A habilidade em se promover online é mais importante que a qualidade artística, em muitos casos.
E isso já é uma realidade generalizada, a autopromoção é uma necessidade para cientistas, profissionais de recursos humanos, padeiros, encanadores, qualquer área. Vi esses dias um post de um médico que dizia para você desconfiar de médico que publica muita coisa, sempre bem arrumado, em lugares organizados, porque a realidade de um médico dedicado raramente permite tempo para viver assim.
Vivo isso no RESUMIDO. Venho há muito tempo pensando como aumentar a presença online do podcast e quase todas alternativas envolvem gerar mais posts em vídeo no formato que agrade o algoritmo para para poder aumentar o alcance. Quero focar no conteúdo do podcast, mas o que vejo que preciso fazer, se quiser transformar isso numa fonte de receita, é dançar conforme a música. Bom, quer dizer, espero que não precise dançar.
E mesmo que se siga as recomendações a risca, não há garantia nenhuma de que vá ter um resultado satisfatório. Mas o jogo é esse e a opção de não jogar é quase inexistente.
CURTINHAS:
https://www.instagram.com/p/C2n1EsXPANI/?igsh=MTc4MmM1YmI2Ng%3D%3
Isso que você ouviu foi um trecho de uma conversa entre Kanye West e Elon Musk. Acontece que essa conversa nunca aconteceu, a não ser na cabeça do artista visual dinamarquês Jonas Hollerup Helle. Foi ele quem criou a série The Talk que deu um nó na cabeça de quem cruzou com os vídeos no YouTube e no Instagram mostrando conversas aparentemente autênticas entre duas pessoas conhecidas e que poderiam ter acontecido, até você começar a escutar o conteúdo absurdo do papo, como Elon Musk dizendo que é muito difícil construir um foguete e Kanye responde dizendo que começou a se interessar por isso ainda na sétima série e depois dizer que não é tão difícil assim. Outros papos psicodélicos incluem Jonah Hill e Tommy Hillfiger e Bono Vox conversando com Roger Stone. A primeira reação hoje em dia é pensar que se trata de IA, mas os vídeos são simplesmente fruto de uma edição meticulosa de entrevistas realizadas com essas personalidades em diferentes momentos, montadas de uma forma que parecem uma conversa. O The Talk, que se define como “um talk show de com pessoas que nunca se encontraram em conversas que nunca aconteceram”, começou em 2020, bem antes do boom da IA, e serve como lembrete para permanecermos conscientes de que a desinformação não precisa de tanta tecnologia e pode se manifestar por meio de métodos mais convencionais, como uma simples manipulação criativa de vídeos.
Uma semana após o lançamento já bastou para o Apple Vision Pro produzir imagens distópicas. O Instagram e o YouTube está entupido de vídeos de pessoas utilizando o aparelho em público, gerando registros bizarros, gesticulando no ar no metrô, dirigindo ou andando na rua, controlando telas que ninguém além delas está vendo. Até aqui, quase todas resenhas que conferi, de YouTubers como Casey Neistat ou Marque Brownlee, destacam apenas o potencial do aparelho para assistir vídeos. Todos outros usos de produtividade parecem pouco empolgantes. Fica parecendo que é só mais uma maneira ainda mais intrusiva de nos deixar colados em telas. Mesmo assim, quem acreditar que isso é apenas o primeiro gadget de uma grande revolução na forma que interagimos com computadores, pode fazer uma aposta ousada. Num leilão no ano passado uma caixa lacrada com um iPhone primeira geração foi arrematada por 190 mil dólares, uma valorização de 37 mil porcento e 17 anos. Se o Vision Pro seguir essa mesma trajetória, quem pagar 3.500 dólares hoje e guardar a caixa no armário, pode vender os óculos por 1 milhão e meio de dólares em 2037. Já pensou?
Se não bastasse o computador no rosto, agora também temos um computador no cérebro. Elon Musk revelou que o primeiro implante cerebral em um humano da Neuralink foi realizado. Segundo a The Verge, citando um tweet do Elon, o produto foi batizado de Telepathy, o que explica o objetivo de possibilitar indivíduos controlarem aparelhos eletrônicos apenas por meio do pensamento. Se isso se confirmar, irá transformar a interação entre humanos e tecnologia, abrindo as portas para uma interface cerebral direta com dispositivos eletrônicos. Segundo o próprio Musk, os primeiros resultados só devem sair daqui há 6 meses.
E o novo fenômeno dos games é o jogo Palworld, uma cópia descarada do Pokémon com uma reviravolta: todos monstrinhos estão armados até os dentes. Já são mais de 19 milhões de cópias vendidas, Palworld bateu o recorde de jogo produzido por terceiros mais vendido no serviço Game Pass da Microsoft. Logicamente, com tanta grana envolvida, os advogados da Nintendo já estão ligados. Em Palworld, é possível capturar os monstros usando esferas após vencer as batalhas, uma mecânica igual à das icônicas Pokébolas. Este caso destaca questões cruciais sobre propriedade intelectual e os limites aceitáveis para adaptações. A discussão sobre onde traçar a linha entre inspiração e violação de direitos autorais ganha relevância diante desse jogo de sucesso.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Agora é o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais
BIG STORY:
笑看風雲 鄭少秋 Adam Cheng
70s Hong Kong Doomer Music
Golpistas utilizaram a tecnologia deepfake para enganar um funcionário de uma filial de Hong Kong de uma multinacional e causaram um prejuízo de cerca de milhões de dólares, segundo a Business Insider.
Em janeiro, um membro do departamento financeiro recebeu uma mensagem supostamente do CFO da empresa, o diretor financeiro da sede da empresa no Reino Unido. O funcionário participou de uma videochamada acreditando que estava falando com o CFO e outros colaboradores. Só que todas os personagens da ligação foram criados por IA, a partir de imagens de vídeo publicadas na internet. Na ligação a única pessoa de carne e osso mesmo era a vítima.
O funcionário seguiu as instruções recebidas na reunião falsa e transferiu os 25 milhões de dólares para várias contas bancárias diferentes em Hong Kong e só percebeu o golpe uma semana depois. A polícia não divulgou o nome da empresa nem dos envolvidos e até agora as investigações não resultaram em nenhuma prisão.
Lembra que semana passada falei sobre projetos de lei nos EUA focados em impedir a produção não-concensual de deepfakes. Não é brincadeira. Estamos ainda no primeiro ano desde a popularização em massa das ferramentas de IA e já saímos de geradores de texto para reproduções digitais quase imperceptíveis de humanos.
A primeira vez que falei sobre deepfake aqui no RESUMIDO foi no episódio #17, ainda em 2019. Não é nada, não é nada, já se vão quase 5 anos. Imagina os próximo cinco.
Tenho uma tese de que com tanto conteúdo falso circulando, logo ninguém vai acreditar em mais nada. O que pode ser muito bom como vacina num primeiro momento, mas muito ruim como efeito de longo prazo.
CURTINHAS:
A coleta massiva de dados feito por empresas de IAs generativas para treinar os seus modelos de linguagem fez com que muitos sites começassem a adotar estratégias para proteger o seu conteúdo, bloqueando o acesso dos robôs aos seus dados. A própria OpenAI, criadora do ChatGPT, oferece ferramentas para quem quiser indicar que seu conteúdo não está disponível para servir de base de dados de IA. Logicamente, a OpenAI disponibilizou essa ferramenta após já ter varrido a internet inteira, mas tudo bem, isso é outro papo. O fato é que, dentro do setor de notícias, as páginas de extrema-direita adotaram uma estratégia diferente dos veículos progressistas e liberaram o acesso completo ao seu conteúdo. O resultado disso, segundo pesquisadores ouvidos pela Wired, é a criação de um viés político dentro desses modelos de linguagem, envenenado a base de dados. Por exemplo, se uma ferramenta consome muito mais conteúdo de extrema-direita do que progressitas, aumenta a possibilidade de gerar respostas alinhadas com o pensamento radical de direita.
O início de quase toda revolução tecnológica é seguido por previsões de que empregos serão extintos em larga escala. E é verdade, assim como novos empregos também são gerados, talvez não na mesma escala. O NYT citou um estudo da Burning Glass e da SMRM que diz que dizem que os setores que devem ser mais afetados são os bancário e das próprias big tech, podendo chegar a afetar 80% dos trabalhadores dessas áreas. O relatório ressalta a importância da preparação dos trabalhadores, alertando que a IA pode, no futuro, ter efeitos semelhantes em outros campos de trabalho.
O carro elétrico eliminou os som característico dos motores de explosão, o que levou as montadoras buscarem outro tipos de sons para ser emitido pelos carros para servir de alerta de sua proximidade. Na era dos carros autônomos, uma matéria da CNN conta que Mercedes-Benz acabou de aprovar a inclusão de uma quarta luz na lanterna dos carros. Além do vermelho para luz de freio, branco para ré e laranja para as setas, a cor azul turquesa vai servir para mostrar que trata-se de um carro autônomo trafegando automaticamente. Até agora apenas os estados da Califórnia e Nevada aprovaram essa nova cor de luz e o modelo começa a funcionar no começo deste ano.
Se você gosta de formas místicas de prever o futuro, pode saber que a IA também vai afetar esta área. Uma matéria publicada pela Business Insider cita um estudo que diz que é possível que a IA faça previsões precisas sobre quando uma pessoa vai morrer. No estudo, os pesquisadores utilizaram um extenso conjunto de dados de mais de 6 milhões de indivíduos na Dinamarca e um modelo de aprendizado profundo chamado “life2vec” e alcançaram uma precisão de 78% na previsão da sobrevivência dessas pessoas durante um período de quatro anos. As questões éticas em relação a esse tipo de uso de IA vão muito além da saúde mental, já que há um temor que esse tipo de cálculo seja feito por seguradoras de saúde para determinar o valor das mensalidades.
BIG TECH
E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam nosso comportamento.
BIG STORY:
Mark Zuckerberg apologizes to families as Senate grills tech CEOs
20 anos não são 20 dias e esse áudio do Mark Zuckerberg se desculpando com pais de vítimas do abuso online nas redes sociais da Meta é uma boa ilustração disso. Em pleno aniversário de duas décadas do Facebook, Mark encarou o Senado dos EUA em mais uma investigação sobre a responsabilidade das redes sociais nas transformações no nosso tecido social.
Parece que foi ontem mesmo, em 2007, quando eu estava morando em Londres para cursar meu mestrado em documentário com uma bolsa do British Council, que um professor disse que precisávamos nos cadastrar numa plataforma chamada Facebook para participar do grupo da turma. Foi a primeira vez que ouvi falar da rede social e fiz um post no URBe, meu blog: Facebook, o Orkut dos gringos. E lembro muito bem que desde essa época a privacidade já era uma questão. Uma colega dinamarquesa disse que não se cadastraria numa rede social exatamente por não saber o que seria feito com seus dados. Acho que deve ter sido a primeira vez que ouvir falar desse tipo de preocupação também.
A trajetória do Facebook nesses 20 anos é importante para entender a popularidade da plataforma que consolidou a era das redes sociais. Uma análise do Globo traçou o percurso da plataforma, desde sua origem como uma ferramenta para avaliação de atratividade de amigos, até sua evolução para uma influente plataforma que transformou a dinâmica do consumo online.
Hoje, integrado à Meta, a empresa é parte do império de Mark Zuckerberg, que conta ainda com Instagram e WhatsApp e hoje está avaliada em mais de 1 trilhão de dólares, vivendo seu momento delicado. A visita de Zuckerberg ao Senado, onde teve que encarar e se desculpar com pais que responsabilizam as redes sociais pelas tragédias de seus filhos, mostra parte dos desafios da empresa, disse a NBC News.
Uma matéria do The Guardian mostrou que, logo após o pedido de desculpas, a empresa entregou os resultados trimestrais que mostraram que as ações da Meta subiram mais de 20% e levanta questões pertinentes sobre a abordagem legislativa, citando como a presença recorrente de Zuckerberg no congresso serve pra mostrar que regulamentações mais rígidas poderiam ser mais eficazes na prevenção dessas práticas prejudiciais do Facebook.
Não bastasse isso tudo, o Facebook também está vendo o próprio modelo de negócios desaparecer. O surgimento de concorrentes como TikTok forçou adaptações, convertendo as plataformas de interação entre amigos em feeds de entretenimento televisivo para consumo passivo. As postagens que eram atualizadas de acordo com uma ordem cronológica, transformaram-se num feed que mostra qualquer coisa que os algoritmos acham que você pode gostar. As pessoas pararam de publicar tanto e começaram a se tornar meros consumidores.
Segundo uma análise da The Economist, essas mudanças reverberam na esfera política, com a interação online e a disseminação de notícias fragmentando-se em grupos menores. A diminuição do compartilhamento público de notícias e o aumento de grupos privados também demandam estratégias diferenciadas.
Seja como for, difícil dizer que o Facebook deu errado se seu nome for Mark Zuckerberg.
CURTINHAS:
O game Terraria é uma espécie de Minecraft 2D, onde é possível criar diversas coisas dentro do seu universo digital. Pois bem, o programador e estudante de engenharia Xander Naumenko conseguiu construir um computador 32bit funcional dentro do game. Segundo a matéria da IGN Brasil, ele criou circuitos que emulam a operação de uma máquina 32bit que é capaz de rodar o jogo Pong dentro do Terraria. Ou seja, é um game rodando num computador virtual dentro de um outro game.
E se isso já não fosse suficientemente surpreendente, hackers conseguiram “rodar” o jogo DOOM dentro de uma bactéria, de acordo com a MeioBit. Hackers já tinham conseguido fazer DOOM funcionar em diferentes dispositivos, de aixas de saque automáticos a testes de gravidez ou o Touch Bar do Macbook Pro. Lauren “Ren” Ramlan, uma doutoranda de bioengranharia no MIT, conseguiu usar as famosas bactérias Escherichia Coli como pixels para exibir quadros dos jogos em menos de 3 frames por segundo.
As empresas de tecnologia estão demitindo como nunca e o saudoso ex-CEO da Nintendo, Satoru Iwata, está sendo lembrado por muitos. Em 2013, em vez de demitir sua equipe, ele preferiu cortar seu próprio salário em 50% e reduzir em 20% o salário de todo os executivos da empresa. Ele acreditava que, apesar de reduzir o número de funcionários pudesse gerar economia de curto prazo, isso diminuia a moral da equipe e prejudicava o resultado.
LEITURA EXTRA
Links que não couberam no roteiro vão pra sessão Leitura Extra no site resumido.cc.
- The Atlantic: A ASCENSÃO DO TECNO-AUTORITARISMO. O Vale do Silício tem sua própria ideologia política ascendente. Já passou da hora de chamarmos isso pelo que é.
- Human Centered AI da Stanford University: 13 maiores histórias de IA de 2023. Os modelos generativos dominaram o ano, à medida que aumentavam os apelos por políticas e transparência.
Quem quiser falar comigo, já sabe onde me encontrar: @urbe no Twitter, @resumido.podcast no Instagram e no TikTok e youtube.com/resumido. Faça parte da comunidade no Discord.
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E faça parte da lista de transmissão onde envio alerta de novos episódios, conteúdo extra e link para o post no www.resumido.cc com todas as reportagens comentadas em cada episódio para quem quiser se aprofundar.
DICAS DE VER, LER E OUVIR
Hora de relaxar com as dicas de ver, ler e ouvir.
Dark Matter
Li a ficção científica Matéria Escura, do Blake Crouch, nas férias. É a história de um cientista talentoso e uma pintora promissora que, 15 anos após o nascimento do filho, brincam de pensar o que teria sido de suas vidas se tivesse se dedicado apenas as suas carreiras em vez de escolherem montar uma família. Até que algo acontece e o físico começa a descobrir as muitas coisas que poderiam ter acontecido. Dia 8 de maio estreia uma série inspirada no livro na Apple TV.
The Curse
Comecei a assistir uma série meio esquisita e que foge um pouco do formato pasteurizado de quase tudo hoje em dia. Produção da A24, “The Curse” conta a história de um casal tentando implementar sua visão de casas ecologicamente corretas numa pequena comunidade no Novo México. Tudo começa a dar errado quando um o diretor de reality show que está acompanhando a jornada do casal resolve interferir na história. A série é estrelada por Emma Stone, e Nathan Fielder e está disponível na Paramount+.
King Perry
Lee Perry foi o Gandalf do reggae, o feiticeiro que soprou diversos encantos no gênero e o modificou para sempre, influenciando não só Bob Marley, mas também The Clash, Beastie Boys, entre muitos outros. Artista e produtor fora de série, ele foi um dos inventores do dub, a versão psicodélica do reggae e morreu em 2021, na flor dos seus 85 anos e agora, chega à superfície mais um álbum póstumo. “King Perry” foi co-produzido por Daniel Boyle, que já tinha trabalhado com nosso herói no excelente “Back on the controls”, em 2014. King Perrysai um pouco dos limites do reggae, por exigência do próprio Perry, que queria experimentar, sempre,, e traz a participações de Shaun Ryder (ex-Happy Mondays) e de Tricky, sinistro representante do trip hop dos anos 90. O disco acaba com a faixa “Goodbye”, provavelmente a última faixa que Perry gravou antes de partir para Zion.
ENCERRAMENTO
Nesse episódio você ficou sabendo que o fenômeno da autopromoção veio pra ficar, que um deepfake foi usado para roubar 127 milhões de reais, do significado do aniversário de 20 anos do Facebook, da chegada do Vision Pro ao público, do primeiro implante cerebral em um ser humano e muito mais!
Se você gosta do RESUMIDO, recomende pra mais gente, é muito importante e ajuda demais e não deixe de curtir, assinar, seguir, dar 5 estrelinhas e uma resenha na plataforma que você estiver escutando este episódio agora.
O RESUMIDO tem o apoio do Instituto Vero.
É produzido e apresentado por mim, Bruno Natal
O roteiro é escrito por mim e pela Isabela Inês
com a colaboração de Carlos “Calbuque” Albuquerque
A edição e mixagem é feita pelo Hugo Rocha
As redes sociais são editadas pela Evelyn Nogueira da A-Lab, com contribuições dos ouvintes Lucas Vasconcellos, Thiago Duarte no design e Peri Semmelmann nas animações
A foto da capa é do Jorge Bispo
E o tema original foi composto por Gustavo Silveira
Sou o Bruno Natal, obrigado pela audiência e semana que vem tem mais RESUMIDO!